Serviços lideram ranking de queixas à CVM

Por Sabrina Valle

Rio – Os serviços prestados por instituições que integram o sistema de distribuição de valores mobiliários foram o principal motivo (35,73%) de queixas prestadas no primeiro semestre deste ano à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo boletim inédito divulgado hoje pela autarquia.

De acordo com o relatório, as reclamações abrangem problemas decorrentes do funcionamento de sistemas de homebroker e falhas na execução de ordens, havendo casos em que se aponta a realização de operações sem o conhecimento do investidor. As reclamações de fundos de investimento responderam por 15,17% do total, e as dificuldades em obter informações sobre posição acionária e a demora na transferência de ações, 7,46%.

Das 28.932 demandas recebidas (consultas, reclamações e denúncias), foi necessária a abertura de processo em 457 casos.

O boletim lista a TOV Corretora em primeiro lugar no ranking de instituições com maior número de reclamações que geraram processos, com 36 casos no semestre, o equivalente a 9,25% do total. No período de dois anos entre 2008 e 2009, a corretora havia respondido por 3% do total de reclamações, com 69 processos.

Em nota, a TOV afirmou que o aumento das reclamações se explica pelo número de clientes. “A TOV Corretora, sendo a instituição que mais cresceu em 2008 com a sua política de oferecer o melhor custo x benefício, e uma das que mais crescem até hoje, possui milhares de clientes. Portanto, o número de 36 reclamações durante o período de seis meses não representa a qualidade de nossos serviços, avaliado como bom ou muito bom por 83% dos nossos investidores”.

A corretora foi seguida pelos conglomerados do Banco do Brasil (33 casos), Bradesco (29), Itaú Unibanco (19), Santander (16), além de Senso Corretora (13), Ágora (12), UM Investimentos (10), BNY Mellon (9) e Banif (9).

O boletim passará a ser divulgado semestralmente para informar as principais demandas apresentadas à CVM pelos investidores e pelo público em geral. A CVM destaca que os números não refletem a opinião da autarquia sobre a procedência de cada demanda nem a qualidade dos serviços prestados pelos participantes de mercado.