Varejistas sobem forte com rumor de nova Black Friday e incentivos

Mercado repercute bom momento do setor e notícia de que governo pode isentar varejistas em nova data promocional em setembro

As ações de empresas varejistas aceleraram os ganhos no final do pregão desta segunda-feira (29), embaladas por um misto de boas perspectivas para o consumo no segundo semestre. Também fizeram barulho os rumores da criação de uma nova “Black Friday” em setembro, aproveitando a liberação dos recursos do FGTS. O Ibovespa teve dia positivo, acima dos 103 mil pontos.

A notícia veiculada pelo jornal “Valor Econômico” mais cedo dá conta de que o governo pode isentar a cobrança de impostos sobre produtos eletrônicos e eletrodomésticos durante a data promocional.

Os papéis do varejista Magazine Luiza avançaram 4,68%, entre os maiores ganhos do dia, seguidas da rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo que também mostrou força com alta de 4,63%. A rede de comércio eletrônico B2W, das Lojas Americanas, subiu 2,3%, enquanto Centauro, do ramo de artigos esportivos,  valorizou 2,76% na sessão.

A maior empresa de shopping centers do país, BR Malls, também liderou as altas do dia, com valorização de 4,70%. Até a Hypera, antiga Hypermarcas, avançou mais de 5% após iniciar o dia em queda com a divulgação de seu balanço.

Ganhos surpreenderam no final da sessão

Para Eduardo Guimarães, especialista em ações da Levante Ideias de Investimento, a guinada dos papéis no final do dia surpreendeu. O otimismo com a possível data pode ter sido um pouco exagerado, em sua visão, dado o limite de R$ 500 por conta do FGTS este ano, mas explica parte do bom humor com os papéis.

“É uma notícia que dá perspectiva de impacto positivo para algo não estava no radar e pode dar um certo gás a um período mais fraco de consumo, após Dia dos Pais e férias de julho”, explica o analista. 

Alberto Serrentino, consultor da Varese Retail, acredita que a alta de hoje é mais efeito de uma conjunção de fatores que estão sinalizando boas perspectivas para o varejo no segundo semestre, como uma agenda de reformas pós-aprovação da Previdência e incentivos ao consumo.

“É natural que as empresas de varejo, especialmente as mais bem estruturadas subam em blocos diante de uma agenda positiva por parte do governo em buscar uma retomada econômica e a liberação de recursos do FGTS”