Reforma do Novo Mercado chega a capítulo decisivo nesta sexta

Hoje se encerra o prazo para aqueles que participam dos mais elevados padrões de governança da bolsa brasileira votem a proposta de reforma do mercado

A novela da reforma do Novo Mercado e do Nível 2, os mais elevados padrões de governança da bolsa brasileira, chega a um capítulo decisivo nesta sexta-feira — quando se encerra o prazo para que as empresas que participam do Nível 2 votem na proposta.

Esta, vale lembrar, não é a primeira tentativa de reforma do Novo Mercado, segmento que foi lançado em 2000. A primeira, realizada em 2010, fracassou.

Desta vez, a proposta vem se arrastando desde março do ano passado, mas a bolsa brasileira está confiante de que será aprovada.

Entre as principais mudanças propostas estão a criação de um órgão de fiscalização e controle na forma de um comitê, a publicação da remuneração máxima, média e mínima dos administradores e a criação de uma política de remuneração, indicação e gerenciamento de riscos.

O calendário inicial previa o encerramento das votações em setembro do ano passado, mas a proposta sofreu críticas das empresas, que temem o aumento de custos com as novas regras.

Para amenizar a situação, a B3 permitiu que as empresas votem em quatro assuntos específicos separados do texto base: a avaliação do conselho, comitês e diretoria; a apresentação de relatórios socioambientais em padrão internacional; a realização de oferta pública para aquisição de ações em caso de compra de 20% ou 30% do capital e o aumento do percentual mínimo exigido para sair do segmento de governança dos 33% previstos no texto básico para 50%.

Para conseguir adotar a reforma, a B3 precisa que pelo menos dois terços votem a favor das mudanças. O resultado deve ser divulgado no começo de julho.