REEDIÇÃO-BOVESPA-Disparada de Petrobras levanta índice

(Corrige no último parágrafo que julgamento foi pela CVM)

(Texto atualizado com dados oficiais de fechamento)

SÃO PAULO, 26 de outubro (Reuters) – A recuperação das
ações da Petrobras sustentou o principal índice da bolsa
brasileira nesta terça-feira, em um pregão de tendência
indefinida no mercado internacional.

O Ibovespa subiu 1,67 por cento, para 70.740
pontos. O giro do pregão foi de 7,02 bilhões de reais.

As ações preferenciais da Petrobras tiveram alta
de 5,21 por cento, a 25,85 reais. Os papéis ordinários
subiram 4,56 por cento, para 28,45 reais.

Segundo analistas, a alta dos papéis foi um movimento
natural, de caráter técnico, após a expressiva queda das ações
por causa do processo de capitalização da empresa e da
posterior revisão negativa por vários bancos. [ID:nN26136734]

“Parou o fluxo de venda no papel e ele começou a andar.
Estava muito atrasado, e continua muito atrasado”, disse
Rossano Oltramari, analista da XP Corretora.

“Obviamente que uma capitalização dessa mexe com os
múltiplos, com um monte de coisa, mas (o preço) não fazia
sentido. O mercado agora está fazendo contas e o papel tende a
corrigir essas distorções no curto prazo”, completou.

Ainda assim, os papéis PN da Petrobras acumulam baixa de 28
por cento e os ON têm queda de 30,3 por cento no ano, ante alta
de 3,14 por cento do Ibovespa.

Com metade do volume das ações preferenciais da Petrobras,
o papel PN da Vale subiu 1,44 pro cento, a 49,20
reais. A mineradora anuncia balanço do terceiro trimestre após
o fechamento da bolsa na quarta-feira, com expectativa
amplamente otimista dentro do mercado.

Bradesco , que divulga balanço antes da abertura
do mercado também na quarta-feira, teve alta de 1,96 por cento,
a 36,90 reais. A expectativa de 12 analistas ouvidos pela
Reuters é de um aumento de 36 por cento do lucro em relação ao
ano anterior, o maior entre seus pares. [ID:nN26135305]

Na ponta negativa, as ações da fabricante de bebidas Ambev
concentraram as atenções com queda de 3,32 por
cento, a 230,50 reais. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
absolveu, à tarde, os acionistas acusados de uso de informação
privilegiada.

(Edição de Aluísio Alves)