Pré-venda da Petro, a “bitcoin” da Venezuela, rendeu US$ 735 mi

Esta criptomoeda está respaldada por 5,342 bilhões de barris de petróleo e seu preço está sujeito ao valor do barril venezuelano

Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta terça-feira que a pré-venda da criptomoeda nacional denominada “petro” alcançou US$ 735 milhões desde a sua ativação, à meia-noite de ontem, até as 20h desta terça-feira (horário local, 22h de Brasília).

“São 20h32 de 20 de fevereiro e alcançamos uma intenção de compra na pré-venda da ordem dos 4,777 bilhões de iuanes, 596 milhões de euros, US$ 735 milhões”, afirmou Maduro no ato de lançamento da sua oferta inicial.

Esta criptomoeda venezuelana está respaldada por 5,342 bilhões de barris de petróleo e seu preço está sujeito ao valor do barril venezuelano, que nos últimos dias oscilou ao redor dos US$ 60.

O chefe do Executivo lembrou que desde a meia-noite de segunda-feira o “petro” está em 30 dias de pré-venda, que seguirão 15 dias de compras e anunciou que o governo assinou dois acordos, com uma empresa russa e outra venezuelana, relacionados com o suporte e segurança da plataforma tecnológica onde acontecerão as compras e vendas.

O governo ativou uma site para orientar todas as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiros nas etapas a seguir para a aquisição da moeda digital.

Maduro também informou sobre a criação do “Tesouro criptoativo”.

Também presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ele anunciou há semanas que o total de criptoactivos a serem emitidos será de 100 milhões, “sem emissões extraordinárias, e dos quais 82,4 milhões estarão disponíveis para a pré-venda que iniciou nesta terça-feira”.

Destes, mais de 80 milhões, 44% serão oferecidos em uma pré-venda privada e na oferta pública inicial, enquanto 38,4% serão para a venda privada e 17,6% serão mantidos pela Superintendência de Criptomoedas e Atividades Conexas Venezuelana (Supcacven), indicou a estatal Agência Venezuelana de Notícias.

Comentários

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  1. Fazer negócios “respaldados” pelo governo venezuelano é fazer negócios sem garantia nenhuma. É pior que jogatina em cassino que, pelo menos, é regulamentada e tem uma certa ética. Quem se mete nessa merece perder dinheiro.