Plano Safra: R$ 190 bi; Petro muda preços…

Petro muda preços

A Petrobras anunciou uma nova política de preços para o gás de botijão. O preço passará a ser reajustado mensalmente. Neste mês, os preços sofrerão um aumento de 6,7%. A nova política de preços para o gás de cozinha institui uma fórmula que considera as cotações europeias do butano e do propano — gases obtidos do refino de petróleo que compõem a fórmula do gás liquefeito de petróleo. Sobre esse valor, será aplicada uma margem de 5%. Os reajustes serão automáticos e realizados no dia 5 de cada mês. Com isso, a Petrobras afasta a possibilidade de subsídios políticos na definição dos valores. “O GLP tratava-se do último derivado para o qual não havia política de preços definida”, disse Pedro Parente, presidente da estatal. Apesar da notícia, o dia foi de baixa nas ações da Petrobras, com queda no preço do petróleo. As ações preferenciais caíram 2,3%; e as ordinárias, 1,8%.

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Bolsa +0,34%

Já o Ibovespa teve alta de 0,34% nesta quarta-feira com investidores ainda atentos ao julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral. A maior perda do dia ficou com as ações da companhia de alimentos JBS, que caíram 3,6%. Do lado positivo, as ações das companhias de educação Kroton e Estácio subiram 3,6% e 3,1%, respectivamente. As notícias sobre a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica sobre a fusão das duas empresas continua. Segundo a coluna Radar Online, do site de VEJA, a Kroton prepara-se para oferecer uma contrapartida para efetuar a compra da Estácio, com a venda de unidades da Anhanguera que totalizem 200.000 alunos.

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Halipar compra Croasonho

A holding de alimentos Halipar anunciou a aquisição de parte da rede de franquias de croissants Croasonho. O grupo Halipar é dono das marcas Griletto, Montana Grill, Jin Jin Wok e Jin Jin Sushi. Com a aquisição, a Halipar torna-se o terceiro maior grupo de franquias alimentícias do país. A Croasonho tem 72 lojas em 17 estados e faturamento de 110 milhões de reais.

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Sem crise para os estrangeiros?

A crise política não interrompeu a entrada de dinheiro no Brasil. Desde a quinta-feira 18 de maio até a sexta-feira 2 de junho, o fluxo cambial ficou positivo em 3,4 bilhões de dólares. Em 18 de maio, primeiro dia de reação do mercado brasileiro às denúncias, o fluxo comercial foi positivo em 1,26 bilhão de dólares. Naquele dia, exportadores aproveitaram o dólar mais elevado, perto dos 3,40 reais, para fechar operações de venda da moeda, o que inflou o fluxo. Os dados são do Banco Central.

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Plano Safra

O governo federal vai destinar 190,2 bilhões de reais em recursos para apoiar a agricultura e a pecuária no Plano Safra 2017/18. Segundo o Ministério da Agricultura, no custeio os juros caíram de 8,5% e 9,5% no ano, respectivamente, para 7,5% e 8,5%. Do valor total, as operações de custeio e comercialização terão 150,25 bilhões de reais. Com o plano atual, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que em 2017/18 será possível superar o recorde de produção de grãos e oleaginosas da safra atual, que colaborou para o crescimento do produto interno bruto brasileiro após um período de recessão profunda.

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BNDES lança edital Cedae

O BNDES, banco de fomento do governo federal, lançou nesta quarta-feira um edital para a contratação de estudos sobre modelos de privatização da companhia de saneamento do Rio de Janeiro, Cedae. A venda da empresa foi aprovada em fevereiro, como parte de um pacote de ajuste nas contas do Rio. O edital estipula o prazo de 21 de junho para que as empresas interessadas enviem os documentos para se qualificar à licitação. Enquanto não conclui o processo de adesão ao programa, o estado continua sofrendo bloqueios em suas contas pelo não pagamento de parcelas da dívida com a União. Na terça-feira, a Secretaria de Fazenda anunciou que foi informada do bloqueio de 190 milhões de reais.

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Parceria entre Caixa e CNI

A Caixa Econômica Federal firmou, nesta quarta-feira, um acordo de cooperação com a Confederação Nacional da Indústria para a concessão de crédito com benefícios específicos a micro, pequenas e médias empresas. Com prazo de até 36 meses para pagamento, as linhas Crédito Especial Empresa e GiroCAIXA cobram taxas a partir de 1,52%. Entre as modalidades de crédito para financiamento, as empresas terão até 120 meses, com até 24 meses de carência, no BNDES Finame. No Proger, o prazo para pagamento é de até 48 meses, com seis meses de carência, e as taxas começam em 5% ao ano.