Planner recomenda compra de ações da ALL e venda de papéis da Cosan

Mercado agrícola impulsiona negócios da ALL, enquanto o excesso de oferta no setor sucroalcooleiro provoca perdas para a Cosan

A corretora Planner está recomendando a seus clientes a compra de ações da América Latina Logística (ALL) e a venda dos papéis da Cosan. Em relatório, a corretora informa que a ALL apresenta boas perspectivas em suas operações, em especial nas commodities agrícolas, o que deve valorizar seus papéis. Já as ações da Cosan estariam sobrevalorizadas, refletindo um cenário que não condiz com a realidade do setor, de elevado nível de estoque de açúcar e alta no mercado futuro - contrariando a lógica da oferta e demanda.</p>

ALL

De acordo com a Planner, a tendência é de aumento nos negócios, devido principalmente à expansão de 4,7% nas plantações de milho e à redução na oferta do produto pelos Estados Unidos. Em 2007, o volume transportado do produto cresceu 360% e, do trigo, 294%, contribuindo para o crescimento de 5,3% na receita líquida da companhia.

A crise energética na Argentina, segundo a corretora, ainda deve impactar as operações da empresa no primeiro semestre deste ano, porém o aumento de 39,9% no volume de operações com commodities agrícolas deve minimizar os efeitos da crise.

Dessa forma, a Planner projeta potencial de valorização de 47,37% para os papéis da companhia, que podem chegar ao final de 2008 cotados a 28 reais.

Cosan

A queda de 28,7% na receita bruta da companhia no último trimestre em relação ao mesmo período do ano passado demonstra o excesso de oferta no mercado e os baixos preços. A empresa tentou incrementar suas receitas com exportações, mas ainda assim, seu estoque de álcool cresceu 69,1%, enquanto o de açúcar subiu 38,8% – o que deve ter um impacto negativo em suas ações.

Diante desse cenário, a Planner acredita que o preço da ação, que nesta quarta-feira (19/3) fechou em 25 reais, vá cair a 21,87 reais até o final do ano. A corretora não aconselha aos acionistas trocar suas ações da companhia por Brazilian Depositary Receipts (BDR, títulos que representam ações de empresas estrangeiras no Brasil) ou ações das classes A ou B2 da Cosan Limited, já que considera a relação de troca injusta e a legislação de Bermudas, sede da Cosan Limited, pouco transparente.