Pimco aumenta exposição a bônus dos EUA em janeiro

Mudança no portfólio ocorre em um momento de busca dos investidores por segurança, o que levou a uma alta nos preços dos papéis de dívida

Nova York – Bill Gross, gestor do maior fundo de bônus do mundo e fundador da Pimco (Pacific Investment Management Co), aumentou em janeiro a participação dos bônus do governo dos EUA e de ativos lastreados em hipotecas no fundo Total Return.

A mudança no portfólio ocorre em um momento de busca dos investidores por segurança, o que levou a uma alta nos preços dos papéis de dívida.

Os bônus atrelados ao governo dos EUA subiram para 46% da carteira do fundo no fim de janeiro, comparado a 45% no fim de dezembro, segundo dados divulgados no site da Pimco. O fundo gerido por Gross é o maior do mundo, com um montante de US$ 236,9 bilhões. Os investimentos do fundo em ativos lastreados em hipotecas avançaram para 36% no fim de janeiro, ante 35% em dezembro.

O primeiro mês do ano foi marcado por fortes vendas nos mercados acionários ao redor do mundo, enquanto os investidores buscaram por ativos mais seguros. Na conta oficial da Pimco no Twitter, Gross recomendou em 29 de janeiro que os investidores comprassem Treasuries por causa do estresse observado em países como Turquia e África do Sul.

O fundo de Gross também aumentou o investimento em bônus de governos estrangeiros em países desenvolvidos, que incluem papéis de dívida da zona do euro, do Reino Unido e do Canadá, para 7%, de 6%. A participação de bônus corporativos caiu para 9%, de 10% em dezembro. A exposição ao mercado emergente se manteve em 6%.

O grupo “outros”, que pode incluir papéis como bônus municipais e conversíveis, possui uma exposição de 4%, enquanto a categoria mercados monetários e equivalentes de caixa representa uma participação negativa de 8%. Fonte: Dow Jones Newswires.