Petróleo sobe com tensões entre Turquia e Síria

O petróleo para entrega em novembro fechou em alta de US$ 0,82 na Nymex, a US$ 92,07 por barril

São Paulo – Os contratos futuros de petróleo subiram nesta quinta-feira em uma sessão volátil, com o aumento das tensões entre a Turquia e a Síria elevando os temores de problemas na oferta. Esses temores deixaram para trás o relatório do governos dos EUA que mostrou que os estoques de petróleo subiram acima do esperado na semana passada.

O petróleo para entrega em novembro fechou em alta de US$ 0,82 (0,9%) na Nymex, a US$ 92,07 por barril. Na plataforma eletrônica ICE, o Brent para novembro sobe US$ 1,50, (1,14%), para US$ 114,68 por barril.

Na Nymex, o petróleo chegou a atingir alta de 2%, quase US$ 93 por barril, após rumores sem confirmação de explosão em oleoduto resultado da escalada dos conflitos entre a Turquia e a Síria. Embora muitos traders tenham desmentido esses rumores, a ampliação do conflito entre os dois países vizinhos atingiu os preços do petróleo nos últimos dias em meio a temores de uma guerra civil na Síria atingir seus vizinhos.


Embora nenhum dos dois países seja grande produtor de petróleo, a Turquia é sede da maioria dos oleodutos que transportam petróleo do Iraque e Azerbaijão. O porto turco de Ceyhan é o terminal dos oleodutos de Baku-Tbilisi-Ceyhan, que transporta acima de 1,2 milhão de barris/dia de petróleo de Azeri, no Azerbaijão e Kirkuk-Ceyhan, que leva 1,65 milhão de barris/dia de petróleo do Iraque, segundo a Agência Internacional de Energia, (AIE).

O oleoduto Kirkuk-Ceyhan no Iraque foi alvo de constantes ataques no passado, frequentemente paralisando as operações. As tensões entre os dois países já estava elevada após um avião turco ter interceptado um avião de passageiros que viajava de Moscou para Damasco sob a suspeita de estar levando um carregamento de armas.

Os estoques de petróleo dos EUA subiram 1,672 milhão de barris na semana encerrada em 5 de outubro, para 366,370 milhões de barris, segundo informou nesta quinta-feira o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do governo americano. A estimativa dos analistas era de alta de 600 mil barris. As informações são da Dow Jones.