Petróleo recua após dados de demanda fraca nos EUA

Por Gustavo Nicoletta

Nova York – Os preços dos contratos futuros do petróleo, que subiam mais cedo, passaram a operar em baixa, pressionados por dados que mostraram um declínio na demanda norte-americana por combustíveis.

Às 14h27 (de Brasília), o contrato do petróleo para novembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía US$ 0,73, ou 0,88%, para US$ 82,28 por barril, com máxima de US$ 84,12 e mínima de US$ 82,21 ao longo da sessão. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para novembro – que expira hoje – tinha queda de 0,76%, para US$ 84,00 por barril, enquanto o contrato para dezembro recuava 1,27%, para US$ 83,77 por barril.

Dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA pela manhã mostraram que os estoques norte-americanos de petróleo encolheram 416 mil barris na semana encerrada em 8 de outubro, contrariando a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones, que previam aumento de 1,2 milhão de barris.

Os estoques de gasolina diminuíram 1,769 milhão de barris – pouco mais que a queda estimada de 1,4 milhão de barris -, enquanto os estoques de destilados encolheram 255 mil barris – muito menos que a redução de 1,5 milhão de barris prevista pelos analistas.

O relatório do Departamento de Energia também mostrou que o consumo de petróleo nos EUA caiu 0,7% na semana encerrada em 8 de outubro, para 18,333 milhões de barris por dia – o menor nível desde 27 de novembro. A demanda por derivados de petróleo também diminuiu, liderada por uma queda de 2% no uso de gasolina, para 8,812 milhões de barris – menor nível desde 12 de fevereiro.

“O declínio nos estoques parece oferecer suporte, mas os números sobre a demanda estão muito fracos”, disse o analista de petróleo Tim Evans, da Citi Futures Perspective. “Nenhuma queda nos estoques será vista como algo diferente de um gerenciamento nas reservas das refinarias se não houver uma forte demanda por combustível vinda dos consumidores.”

Em notícias vindas de fora dos EUA, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decidiu novamente manter as cotas de produção nos níveis atuais. A decisão já era esperada pelo mercado. As informações são da Dow Jones.