Petróleo recua a US$ 104,63 o barril em NY

Exportações podem ser retomadas na Líbia após ação dos rebeldes, o que derrubou os preços

Londres – Os contratos futuros de petróleo registram perdas nesta manhã, após notícias de que os rebeldes retomaram o controle de cidades importantes para o setor petrolífero da Líbia, o que gerou expectativas de que parte das exportações do país seja retomada. No entanto, ainda há turbulência no Iêmen, no Bahrein e na Síria, além de preocupações de que a violência possa chegar à Arábia Saudita, o que limita o recuo dos preços.

No fim de semana, os rebeldes retomaram o controle das cidades de Brega, onde está o principal porto de exportação de petróleo da Líbia, e Ras Lanuf, onde existe uma refinaria importante. Antes do conflito começar, o país exportava cerca de 1,3 milhão de barris de petróleo por dia. Ontem, relatos de que a oposição líbia poderá vender petróleo com ajuda do Catar também enfraqueceram os preços.

Um representante dos rebeldes afirmou que os campos de petróleo no território controlado por eles estão atualmente produzindo entre 100 mil e 130 mil barris por dia. Os planos são de começar as exportações em menos de uma semana.

Além da situação no Oriente Médio e no norte da África, os participantes do mercado de petróleo estarão atentos esta semana ao relatório sobre o emprego nos Estados Unidos em março, que será divulgado na sexta-feira. Qualquer sinal de melhora na economia norte-americana será bem vindo, pois indicará uma elevação na demanda pela commodity.

Às 8h40 (horário de Brasília), o contrato futuro de petróleo tipo WTI com vencimento em maio caía 0,73% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), para US$ 104,63 o barril. Já o petróleo tipo Brent com vencimento em maio recuava 0,50% na ICE de Londres, para US$ 115,01 o barril. As informações são da Dow Jones.