Petróleo opera volátil antes de reunião da Opep

Às 8h25 (de Brasília), o Brent para dezembro recuava 0,29%, a US$ 48,47 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres

Londres – Os futuros de petróleo operam com volatilidade, após as fortes perdas da sessão anterior, em meio à expectativa de que uma reunião de grandes produtores não trará resultados significativos e especulações de que a oferta dos EUA continuará diminuindo.

Integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vão se reunir amanhã com produtores de fora do cartel, como Rússia e México, em Viena.

Embora participantes tenham dito que eventuais cortes de produção serão tema de debate, poucos analistas acreditam que a Opep abandone a atual política de impulsionar a produção para defender sua participação de mercado.

Também pressionam as cotações do petróleo comentários de uma autoridade iraniana de que Teerã garantiu compradores para mais de 500 mil barris por dia assim que as sanções internacionais impostas ao Irã forem suspensas.

Em julho, os iranianos fecharam um acordo histórico com potências globais para limitar o programa nuclear de Teerã em troca do fim das sanções.

Por outro lado, a queda na produção dos EUA ajuda a estabelecer um piso para os preços do petróleo, segundo observadores do mercado. Após atingir o pico de 9,6 milhões de barris por dia em abril, o maior nível em várias décadas, a produção norte-americana já recuou para menos de 9,1 milhões de barris por dia desde então.

O American Petroleum Institute (API) divulga sua pesquisa sobre os estoques dos EUA no começo da noite de hoje, enquanto o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano publica seu levantamento semanal – que também trazem números sobre produção – nesta quarta-feira.

Às 8h25 (de Brasília), o Brent para dezembro recuava 0,29%, a US$ 48,47 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para dezembro, o mais líquido, tinha leve alta de 0,04%, a US$ 46,30 por barril, enquanto o contrato para novembro, que vence hoje, subia 0,09%, a US$ 45,93 por barril.