Petróleo opera em alta limitada por receio com Chipre

O brent opera especialmente pressionado pelos receios de que o acordo de resgate para o Chipre possa ser usado como modelo no futuro

Londres – Os contratos futuros de petróleo operam em leve alta, com o brent especialmente pressionado pelos receios de que o acordo de resgate para o Chipre, que envolve a contribuição de acionistas e depositantes dos bancos, possa ser usado como modelo no futuro.

“O que realmente virou a mesa foi o comentário do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem”, afirmou Ole Hansen, analista do Saxo Bank.

A sugestão feita por Dijseelbloem de que a solução para o Chipre seja usada em futuros resgates gerou nervosismo nos mercados na segunda-feira.

Hansen mantém sua previsão de que o brent fique entre US$ 105 e US$ 115 por barril no segundo trimestre deste ano, mas com o risco pendente para o lado negativo em razão das manutenções programadas nas refinarias e das preocupações com a crise na Europa.

Analistas do SEB, por sua vez, esperam que o preço fique em média em US$ 107,50 por barril no período entre abril e junho.

“Embora vejamos pouco risco de baixa para os preços atuais, acreditamos em períodos breves de aversão ao risco e em reveses no mercado de ações, que podem depreciar o valor em direção a US$ 100” por barril, disseram os analistas, observando que ainda há muitos riscos geopolíticos para a produção de petróleo, o que geralmente sustenta os preços da commodity.

A falta de um fator claro para as negociações no mercado de petróleo está levando muitos participantes a negociar o spread (prêmio) entre os contratos do brent e do WTI.

“Com a diferença entre os preços diminuindo, com ritmo positivo no WTI e negativo no brent, os operadores passaram a se basear nisso”, comentou Hansen. O spread está em torno de US$ 13 por barril, o menor valor desde julho de 2012.

Às 7h43 (de Brasília), o petróleo para maio negociado na Nymex subia 0,53%, para US$ 95,31 por barril, enquanto o brent para maio avançava apenas 0,05% na ICE, para US$ 108,22 por barril. As informações são da Dow Jones.