Petróleo opera em alta após sanções contra Rússia

Os contratos recuperam parte do terreno perdido ao longo da última semana

Londres – Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta quinta-feira, recuperando parte do terreno perdido ao longo da última semana, em resposta a dados que mostraram que os Estados Unidos estão explorando mais os seus estoques do que em meses recentes.

O movimento também acompanha a tensão nos mercados internacionais depois do anúncio de mais uma rodada de sanções do Ocidente contra a Rússia, devido à crise na Ucrânia.

A elevação nos preços ocorre após a divulgação da notícia de que os EUA usaram mais de seu petróleo em estoque do que nos últimos seis meses. A JBC Energy ressaltou que o forte uso nos estoques de petróleo bruto, que caíram em 7,5 milhões de barris, de acordo com dados do Departamento de Energia dos EUA (DOE), foi a maior queda semanal em seis meses.

A tensão geopolítica, que tende a fazer com que os preços do petróleo subam, também estava em evidência depois que os EUA impuseram novas sanções à Rússia.

“O fracasso sem fim para chegar a um cessar-fogo e o crescente número de vítimas culminaram nas últimas sanções anunciadas pela União Europeia e pelos EUA. Espera-se que essa expansão de medidas punitivas contra o Estado russo acabará por levar a uma redução no risco de uma deterioração da segurança”, disse a PVM, mas por enquanto a Rússia e o Iraque permanecem fontes de inquietação.

O retorno prometido da Líbia para o mercado de petróleo, por sua vez, ainda não se materializou totalmente. Os preços do Brent caíram na maioria dos dias desde 20 de junho, em parte devido à expectativa de que o petróleo do país poderá em breve chegar aos mercados internacionais, mas os compradores continuam a insistir que o óleo para a venda está muito caro.

Às 7h39 (de Brasília), o brent para setembro tinha alta de 0,49%, a US$ 107,71 por barril na ICE. Na Nymex, o petróleo para agosto avançava 0,92%, a US$ 102,13 por barril.