Petróleo opera em alta, após queda na atividade nos EUA

Às 9h35 (de Brasília), o petróleo WTI para fevereiro subia 0,40%, a US$ 57,56 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex)

Londres – O petróleo opera com ganhos na manhã desta segunda-feira, em reação a um inesperado recuo no número de poços e plataformas em atividade nos Estados Unidos na última semana. Além disso, o dólar mais fraco contribui para o movimento.

Às 9h35 (de Brasília), o petróleo WTI para fevereiro subia 0,40%, a US$ 57,56 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro tinha alta de 0,28%, a US$ 63,41 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade nos EUA caiu 4, a 747 na última semana. A queda interrompeu uma sequência de altas nas três semanas anteriores.

Diretor de pesquisa da corretora Marex Spectron, Georgi Slavov disse que, mesmo com o preço em patamar “muito saudável”, houve a redução no número de poços e plataformas em atividade nos EUA. “Eles deveriam estar acrescentando poços no nível atual”, comentou.

Slavov disse que, como resultado dos esforços da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para limitar a oferta, o mercado já é visto como mais ajustado. “Portanto, qualquer notícia para limitar mais a oferta faria o mercado reagir em alta”, acrescentou ele.

A Opep e outros dez produtores de fora do cartel, entre eles a Rússia, concordaram no fim do mês passado em prorrogar o acordo para conter a produção ao longo do próximo ano.

Desde setembro, os preços do petróleo subiram mais de 20%, ajudados pelo acordo liderado pela Opep e por riscos geopolíticos para a oferta global.

Na semana passada, os preços foram apoiados pelo fechamento do oleoduto Forties Pipeline System, no Mar do Norte.

No câmbio, o dólar mais fraco em geral torna o petróleo mais barato para os detentores de outras moedas, o que aumenta o apetite dos investidores.

Agora, há expectativa de que os negócios comecem a desacelerar, antes do feriado do Natal, lembra Olivier Jakob, diretor da consultoria de energia Petromatrix.