PDG Realty, Even e Tecnisa são as favoritas do setor de construção, avalia Safra

Banco alterou suas projeções para a todo o setor e estabeleceu novos preços-alvos para 2012

São Paulo – A equipe de pesquisa do Banco Safra atualizou nesta terça-feira suas projeções para o setor de construção no Brasil e apontou as ações ordinárias da PDG Realty (PDGR3), Even (EVEN3) e Tecnisa (TCSA3) como as favoritas, citando o alto potencial de valorização estabelecido para os papéis.

Em relatório, Matheus Corradi e Paulo Neto incorporaram em suas análises as margens menores que o esperado apresentadas pelas companhias na primeira metade do ano, além de revisões nos planos de investimentos. Diante deste cenário, eles cortaram as projeções de ganhos para em 9,8% e 12,2% em 2011 e 2012, respectivamente.

“Continuamos otimistas sobre as perspectivas de longo prazo. Nós acreditamos que a cotação dos papéis do setor de construção será direcionada conforme a percepção dos investidores sobre o desenvolvimento econômico no Brasil e no exterior”, explicam. Com esta perspectiva, a recomendação para todas as empresas foi mantida em outperform (performance acima da média do mercado). Já os novos preços-alvos são: 

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Empresa Ativo Preço-Alvo (Dez/2011)(R$) Novo Preço-Alvo (Dez/2012)(R$) Potencial de Alta
Brookfield BISA3 10,90 10,10 53,96%
Cyrela CYRE3 22,20 20,65 40,19%
Even EVEN3 12,45 11,10 68,44%
EZ Tec EZTC3 20,00 21,10 40,29%
Gafisa GFSA3 13,00 11,20 53,64%
MRV Engenharia MRVE3 19,00 18,00 40,63%
PDG Realty PDGR3 13,65 12,30 62,48%
Rossi Residencial RSID3 17,90 16,50 40,55%
Tecnisa TCSA3 17,00 17,35 54,91%

As favoritas

Os novos preços-alvos estabelecidos para Even e PDG Realty sugerem o maior potencial de valorização entre as companhias que integram o universo de cobertura do Banco Safra. “Acreditamos que os papéis de ambas oferecem uma combinação de avanço convincente com alta capacidade de execução (dos projetos)”, afirmam Corradi e Neto.

Além disso, as ações da Tecnisa – que também aparecem entre as favoritas do setor de construção -, devem se beneficiar dos efeitos positivos do projeto Telefônica, cujo potencial ainda não se reflete no atual preço-alvo. A Tecnisa é dona de um antigo terreno da Telefônica, uma área com 251 mil metros quadrados e que pode dar um novo impulso às ações.

A incorporadora pretende erguer ali em torno de 30 edifícios, com 3,5 mil apartamentos com tamanho médio de 180 metros quadrados, entre outros empreendimentos. A companhia conseguiu no final de julho a autorização da Prefeitura de São Paulo para dar início as obras que viabilizarão o lançamento futuro do empreendimento.