Para onde vai o dólar depois da intervenção do BC?

Analistas do mercado financeiro preveem que o dólar fechará este ano em 3,70 reais e chegará perto de 3,80 reais em 2019

A atuação do Banco Central no mercado de câmbio surtiu efeito. Depois de subir 2,5% na segunda-feira – a maior alta desde junho –, o dólar caiu 1% na terça-feira e fechou em 3,88 reais.

O fato de o dólar ter valorizado a ponto de justificar a atuação do BC surpreendeu. A expectativa era de queda da moeda americana após a vitória de Jair Bolsonaro, que provocou uma onda de otimismo no mercado financeiro.

Na visão de alguns analistas, o problema pode ter sido justamente esse. Com a euforia pó-eleição, muitos investidores passaram a apostar na desvalorização do dólar. Quando o cenário externo piorou, pressionando as moedas de países emergentes, eles viram que podiam estar otimistas demais.

“Há espaço para novas altas do dólar. Ela será contida se houver investidores dispostos a vender dólares, o que não tem acontecido, ou se o Banco Central continuar atuando”, diz Arnaldo Cuvello, gestor da Ativa Investimentos.

No fim do ano, tradicionalmente, as multinacionais aumentam as remessas para o exterior, o que aumenta a demanda por dólares e, assim, valoriza a moeda. O movimento ganhou força porque não havia vendedores em número suficiente para suprir a procura. “Isso chamou a atenção: mesmo com a alta do dólar, não apareceram vendedores. É uma situação que mostra a fragilidade do mercado de câmbio”, diz Cuvello.

A intervenção do BC – um leilão de 2 bilhões de dólares – teve o objetivo de dar liquidez a quem precisava de dólares, e isso aconteceu na terça-feira. Por enquanto, os analistas do mercado financeiro preveem que o dólar fechará este ano em 3,70 reais e chegará perto de 3,80 reais em 2019.

A projeção considera que o governo conseguirá, no mínimo, aprovar a reforma da Previdência – e que os juros nos Estados Unidos subirão como esperado (ou seja, do intervalo atual de 2% a 2,5% ao ano para 3% em 2019). Se o cenário piorar, o BC pode ter de atuar de maneira mais incisiva se não quiser deixar o dólar disparar.

Para onde vai o dólar depois da intervenção do BC?

Analistas do mercado financeiro preveem que o dólar fechará este ano em 3,70 reais e chegará perto de 3,80 reais em 2019

A atuação do Banco Central no mercado de câmbio surtiu efeito. Depois de subir 2,5% na segunda-feira – a maior alta desde junho –, o dólar caiu 1% na terça-feira e fechou em 3,88 reais.

O fato de o dólar ter valorizado a ponto de justificar a atuação do BC surpreendeu. A expectativa era de queda da moeda americana após a vitória de Jair Bolsonaro, que provocou uma onda de otimismo no mercado financeiro.

Na visão de alguns analistas, o problema pode ter sido justamente esse. Com a euforia pó-eleição, muitos investidores passaram a apostar na desvalorização do dólar. Quando o cenário externo piorou, pressionando as moedas de países emergentes, eles viram que podiam estar otimistas demais.

“Há espaço para novas altas do dólar. Ela será contida se houver investidores dispostos a vender dólares, o que não tem acontecido, ou se o Banco Central continuar atuando”, diz Arnaldo Cuvello, gestor da Ativa Investimentos.

No fim do ano, tradicionalmente, as multinacionais aumentam as remessas para o exterior, o que aumenta a demanda por dólares e, assim, valoriza a moeda. O movimento ganhou força porque não havia vendedores em número suficiente para suprir a procura. “Isso chamou a atenção: mesmo com a alta do dólar, não apareceram vendedores. É uma situação que mostra a fragilidade do mercado de câmbio”, diz Cuvello.

A intervenção do BC – um leilão de 2 bilhões de dólares – teve o objetivo de dar liquidez a quem precisava de dólares, e isso aconteceu na terça-feira. Por enquanto, os analistas do mercado financeiro preveem que o dólar fechará este ano em 3,70 reais e chegará perto de 3,80 reais em 2019.

A projeção considera que o governo conseguirá, no mínimo, aprovar a reforma da Previdência – e que os juros nos Estados Unidos subirão como esperado (ou seja, do intervalo atual de 2% a 2,5% ao ano para 3% em 2019). Se o cenário piorar, o BC pode ter de atuar de maneira mais incisiva se não quiser deixar o dólar disparar.