Bovespa descola de NY e cai; dólar resiste após swap

São Paulo – A sexta-feira foi de recuperação nas principais bolsas de valores internacionais, enquanto o euro atingia a máxima em dois meses ante o dólar. A Bovespa, contudo, seguiu no vermelho, ao passo que o real ficou praticamente estável frente ao dólar.

O noticiário doméstico e internacional foi reduzido, o que ditou oscilações mais contidas, principalmente entre os juros futuros na BM&FBovespa. Na próxima semana, contudo, a agenda será carregada, mesmo com o feriado em São Paulo, na terça-feira. Por aqui, investidores aguardam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, mais índices de inflação e a nota do setor externo do Banco Central.

Nos Estados Unidos, merecem atenção a reunião de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira, e a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre.

Nesta sessão, a senha para a melhora no humor dos mercados externos foi o forte balanço da General Electric , que renovou o otimismo com a safra de resultados corporativos.

O índice MSCI das ações globais <.MIWD00000PUS> subia 0,5 por cento no final da tarde, amparado pela valorização dos mercados europeu <.FTEU3> e norte-americano.

O mercado recebeu também o balanço do Google , que veio melhor que o esperado. Ainda assim, os papéis da companhia recuavam e pressionavam o índice Nasdaq, com investidores mostrando cautela após a mudança na presidência-executiva da empresa [ID:nN20168030].

A relativa melhora externa não foi suficiente para impedir que o Ibovespa cravasse a terceira queda seguida, sob o peso de companhias ligadas a matérias-primas, em mais um dia de baixa nos preços do petróleo.

O dólar fechou praticamente estável ante o real, após o Banco Central ter colocado 989 milhões de dólares em contratos de swap cambial reverso, na segunda operação do tipo neste ano [ID:nN21270368]. A autoridade monetária anunciou após o fechamento dos mercado novo leilão de swap na segunda-feira.

As operações locais não acompanharam a queda da moeda norte-americana no cenário internacional <.DXY>, ditada em parte pelo vigor do euro, que superava 1,36 dólar em meio ao alívio nas tensões com a crise de dívida no bloco e à forte leitura no índice de confiança empresarial na Alemanha.

Os agentes reagiram bem ao plano da Espanha de estatizar parcialmente os bancos de poupança mais fracos do país. O bom humor foi endossado após o instituto econômico alemão Ifo informar que o índice de confiança empresarial subiu para 110,3 em janeiro, número mais forte desde que os registros começaram para a Alemanha reunificada [ID:nN21191114] [ID:nN21205560].