PANORAMA2-Após 1o turno da eleição, mercado local segue exterior

SÃO PAULO, 4 de outubro (Reuters) – As persistentes dúvidas
sobre a recuperação global e a estabilidade da zona do euro
mantinham os mercados financeiros cautelosos nesta
segunda-feira, em que a confirmação de segundo turno nas
eleições presidenciais do Brasil pouco influenciava os negócios
localmente.

O banco central da Irlanda afirmou que a economia do país
deve ficar estagnada neste ano, ao mesmo tempo em que
autoridades portuguesas buscavam o apoio da oposição para novas
medidas de austeridade fiscal que poderiam reverter a crise de
dívida.

O euro recuava, contribuindo para que o dólar avançasse
frente a uma cesta com as principais moedas globais . O
movimento era acompanhado pelo mercado brasileiro, com o real
se desvalorizando levemente em um ajuste considerado pontual
por analistas.

O principal índice da bolsa paulista operava perto da
estabilidade, monitorando a fraqueza de Wall Street.

A notícia de que os reguladores suíços exigiram de UBS
e Credit Suisse mais capital que seus
rivais internacionais para evitar uma crise financeira
levantava, no mercado norte-americano, preocupações sobre o
lucro das instituições financeiras [ID:nN04100122]. Além disso,
as ações da Microsoft recuavam e pesavam sobre o
Nasdaq terem tido a recomendação rebaixada pelo Goldman Sachs.

Os dados macroeconômicos divulgados nos Estados Unidos
apontavam um quadro ainda divergente, com alguma melhora no
mercado imobiliário, mas queda nas encomendas à indústria.

Os juros futuros negociados na BM&FBovespa recuavam após o
relatório Focus mostrar nova redução nas estimativas do mercado
para a inflação de 2011 [ID:nN0489235].

A postergação do resultado da eleição presidencial não
chegou a afetar os negócios no mercado doméstico e, para alguns
analistas, o segundo turno pode ser até uma chance para que os
candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) apresentem
com mais clareza suas propostas econômicas [ID:nN0495969].

Veja como estavam os principais mercados às 12h42 desta
segunda-feira:

CÂMBIO

O dólar subia 0,42 por cento frente ao fechamento anterior,
a 1,688 real.

BOVESPA

O Ibovespa tinha alta de 0,16 por cento, a 70.339 pontos. O
volume financeiro na bolsa era de 2,2 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros cedia 0,14 por
cento, a 35.484 pontos.

JUROS

O DI janeiro de 2012 apontava 11,41 por cento ao ano, ante
11,44 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3698 dólar, ante
1,3789 dólar no fechamento anterior nas operações
norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global
40, subia para 138,750 por cento do valor de face, oferecendo
rendimento de 2,486 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil subia 2 pontos, a 205 pontos-básicos. O
EMBI+ subia 1 ponto, a 275 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones recuava 0,54 por cento, a 10.771
pontos, e o S&P 500 caía 0,72 por cento, a 1.137 pontos.
O Nasdaq Composite declinava 1,15 por cento, aos 2.343
pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento mais
próximo crescia 0,45 dólar, a 82,03 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos,
referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 2,4865.
por cento ante 2,513 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no
terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Por Daniela Machado; Edição de Aluísio Alves)