PANORAMA1-Cingapura potencializa declínio do dólar; bolsas sobem

SÃO PAULO, 14 de outubro (Reuters) – Uma nova rodada de
alta nos principais índices acionários mundiais e de queda
global do dólar marca o início da quinta-feira, com os ativos
refletindo um pouco mais do mesmo: perspectiva de novas medidas
de “quantitative easing” nos Estados Unidos.

O declínio da divisa norte-americana, contudo, era
potencializado pela inesperada decisão de Cingapura de ampliar
a banda de flutuação de sua moeda (dólar de Cingapura) para
permitir uma valorização cambial.

A leitura é de que o país poderia manter a sua moeda no
alto da banda, se a inflação continuar problemática e o
crescimento se manter, mas ter maior flexibilidade para
empurrar a divisa para baixo, se o crescimento vacilar
significativamente.

Pela manhã o dólar cedia 0,7 por cento ante uma cesta com
as principais divisas globais. Frente à moeda japonesa, perdia
0,79 por cento, a 81,16 enes. O euro valorizava-se 0,78 por
cento, a 1,4067 dólar.

E tal contexto fortalecia commodities e ações, com o
petróleo negociado no pregão eletrônico em Nova York avançando
0,35 por cento, a 83,30 dólares o barril, e o índice MSCI para
ações globais elevando-se em 0,62 por cento.

Na Ásia, a valorização de papéis de empresas ligadas a
matérias-primas garantiu a alta de 1,91 por cento do Nikkei
, em Tóquio, apesar de o dólar renovar a mínima em 15
anos ante o iene. O índice da bolsa de Xangai fechou
com acréscimo de 0,64 por cento, na máxima em seis meses, com
os bancos entre os maiores ganhos.

O tom contagiava os pregões na Europa, embora o fôlego
sinalizasse arrefecimento, com o índice FTSEurofirst 300
subindo apenas 0,07 por cento. Mesmo comportamento
apresentavam os futuros em Wall Street, onde o contrato do S&P
500 aumentava 1,6 ponto, antes de uma bateria de
indicadores norte-americanos.

Números sobre preços no atacado, pedidos de
auxílio-desemprego e balança comercial são aguardados nos
Estados Unidos nesta sessão, que ainda inclui o resultado
trimestral do Google.

No Brasil, o destaque na pauta é o desempenho das vendas do
varejo apurado pelo IBGE. Projeções apuradas pela Reuters
apontam para aumento de 1,5 por cento das vendas em agosto ante
julho e de 9,7 por cento em relação a agosto de 2009.

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Veja como terminaram os principais mercados na quarta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 1,655 real, em queda de 0,66 por cento em
relação ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subiu 1,03 por cento, a 71.674 pontos. O volume
financeiro na bolsa foi de 12,5 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros avançou 1,6 por
cento, a 36.859 pontos.

JUROS

O DI janeiro de 2012 apontava 11,34 por cento ao ano no call
das 16h, ante 11,41 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3959 dólar, ante
1,3924 dólar no fechamento anterior nas operações
norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40,
subia para 141,063 por cento do valor de face, oferecendo
rendimento de 2,042 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 5 pontos, a 180 pontos-básicos. O EMBI+
recuava 8 pontos, a 252 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subiu 0,69 por cento, a 11.096
pontos, o S&P 500 avançou 0,71 por cento, a 1.178
pontos. O Nasdaq Composite ganhou 0,96 por cento, aos
2.441 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento mais curto
teve alta de 1,34 dólar, ou 1,64 por cento, a 83,01 dólares por
barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos,
referência do mercado, registrava leve alta, oferecendo
rendimento de 2,4220 por cento ante 2,433 por cento no
fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no
terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Reportagem de Paula Arend Laier; Edição de Vanessa
Stelzer)