PagSeguro teve uma estreia e tanto na bolsa

ÀS SETE - A competição no nicho da PagSeguro, que já era acirrada, deve crescer ainda mais, com a compra da fabricante de máquinas Stelo pela Cielo

Enquanto o pregão permanece fechado no Brasil nesta quinta-feira, por conta do aniversário da cidade de São Paulo, uma brasileira novata na bolsa de Nova York deve continuar agitando o mercado. Após fazer a maior abertura de capital da história do país em solo americano, levantando 2,6 bilhões de dólares, a processadora de pagamentos com cartão PagSeguro continuou a surpreender. Em seu primeiro dia de negociações, na quarta-feira, as ações da companhia subiram 35,8%.

A valorização levou a companhia a um valor de mercado de 8,99 bilhões de dólares, (28,4 bilhões de reais). A líder do setor, Cielo, que fatura três vezes mais que a PagSeguro, vale duas vezes e meia mais que sua concorrente, 73,17 bilhões de reais na bolsa.

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Para Adeodato Volpi Netto, estrategista-chefe da casa de análises Eleven Financial, a alta das ações da PagSeguro reflete o otimismo dos investidores com um setor que segue em crescimento e forte concorrência. “O setor costumava ser um monopólio, mas se pulverizou e a PagSeguro conseguiu se tornar uma empresa muito sólida nessa competição”, diz.

A competição no nicho da PagSeguro, que já era acirrada, deve crescer ainda mais. Há uma semana a Cielo anunciou a compra de 100% fabricante de máquinas Stelo, com o objetivo de começar a vender maquininhas de cartão, em modelo semelhante ao da PagSeguro. Por enquanto, a notícia parece não ter afetado o interesse de investidores pela PagSeguro. Mais do que apenas uma processadora de pagamentos, a empresa está sendo vista como uma companhia de tecnologia e inovação. A necessidade de fazer jus à essa reputação está só começando.