NY deve abrir sem direção definida, de olho na Espanha

Um destaque em queda é a FedEx. O papel da empresa de entregas cai 1,99% após a companhia anunciar os resultados fiscais do primeiro trimestre

Nova York – Os índices futuros operam com ligeira queda nesta terça-feira e apontam para uma abertura sem direção definida das bolsas americanas. Os principais pontos que deixam o investidor em alerta são as notícias ruins da Europa e o crescimento da tensão política entre China e Japão. Nos Estados Unidos, o principal indicador foram os números da conta corrente, que vieram melhor do que o previsto, e ajudaram a reduzir um pouco a queda dos índices futuros. Às 10h15 (pelo horário de Brasília), Dow Jones caia 0,07%, Nasdaq perdia 0,03% e S&P 500 operava em baixa de 0,06%.

O saldo da conta corrente americana caiu para US$ 117 bilhões no segundo trimestre, abaixo dos US$ 125 bilhões previstos pelos analistas ouvidos pela Dow Jones para o período. No primeiro trimestre deste ano, o saldo foi de US$ 137 bilhões. A queda no déficit em conta corrente – que mede o comércio de bens e serviços e também inclui remessas e recebimento de juros e lucros – foi resultado de uma retração no déficit comercial, que caiu para US$ 139,32 bilhões no segundo trimestre, de US$ 148,36 bilhões no primeiro trimestre.

Na Europa, a queda das bolsas assusta o investidor americano. A Espanha voltou a ser o centro das atenções. A razão é a resistência do governo do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, de fazer um pedido formal de resgate financeiro.

Segundo a vice-primeira-ministra, Soraya Saenz de Santamaria, ainda há conversações com parceiros da União Europeia (UE) sobre as condições que podem ser atreladas a um plano de suporte financeiro. A Bolsa de Madri registrava perdas acentuadas, caindo 1,9%, deteriorando também a performance dos mercados acionários em Milão e em Lisboa. Essa tensão com a Espanha penaliza o euro, que retrocede à casa de US$ 1,30.

A bolsa de Tóquio caiu 0,4%, por causa do aumento da tensão política entre China e Japão, devido à disputa territorial de ilhas no Mar da China Oriental. Entre os investidores, há o temor de que as recentes manifestações antinipônicas na China possas prejudicar os lucros de alguns pesos pesados japoneses com significativa produção ou fortes vendas em território chinês, como Fast Retailing e Honda Motor.

Nesta terça-feira, o ministro da Defesa da China, general Liang Guanglie, disse que seu país se reserva o direito de tomar “novas medidas” para resolver a disputa territorial com o Japão, mas manifestou a esperança de que a contenda seja resolvida por meio da diplomacia.


Entre as empresas, o destaque no pré-mercado continuou com o papel da Apple. A expectativa é de que a ação seja negociada, pela primeira vez, acima de US$ 700 no pregão normal.

No pré-mercado, chegou a superar esta cotação, batendo em US$ 701,70. A cotação recorde do papel é reflexo do anúncio feito ontem, de que a empresa já recebeu mais de 2 milhões de pedidos na pré-venda do iPhone 5 somente no primeiro dia que as vendas começaram a ser feitas.

Outro destaque, mas agora de queda, é a FedEx. O papel da empresa de entregas caia 1,99% após a companhia anunciar os resultados fiscais do primeiro trimestre que vieram até acima das projeções, mas o que decepcionou foi a previsão de um ganho menor para todo o ano fiscal, em meio a alta de custos e volumes menores. As informações são da Dow Jones.