NY deve abrir em baixa com foco em reforma da saúde

As ações do setor de saúde estarão no foco, no dia em que a Suprema Corte americana decide sobre a validade da reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama

Nova York – As bolsas de Nova York devem permanecer no terreno negativo para a abertura do pregão desta quinta-feira, diante da expectativa com o julgamento da reforma da saúde de Barack Obama e também com a possibilidade de que o JPMorgan tenha perdas homéricas nos próximos trimestres.

Os indicadores divulgados nesta quinta-feira – auxílio-desemprego, preços dos gastos com consumo e revisão do PIB do primeiro trimestre – não vieram ruins, mas eram em parte já esperados e não mexeram com o humor do investidor. Às 10h15 (horário de Brasília), no mercado futuro, o índice Dow Jones caía 0,74%, o S&P 500 tinha queda de 0,66% e o Nasdaq perdia 0,70%. O euro caía a US$ 1,2434, de US$ 1,2467 no fim da tarde de ontem. O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, ganhava 0,14%, a 82,732 pontos.

As ações do setor de saúde – hospitais, planos privados e companhias especializadas em Medicaid – estarão no foco, no dia em que a Suprema Corte americana decide sobre a validade da reforma do sistema de saúde do governo Barack Obama, implementada em 2010. A lei beneficia cerca de 50 milhões de americanos que não podem pagar por um plano privado.

No pré-mercado, as ações do JPMorgan caíam 3,48%, após matéria do jornal The New York Times estimar que as perdas do banco nos próximos trimestres podem chegar a US$ 9 bilhões, e não US$ 2 bilhões, como a instituição estimou em maio deste ano. O balanço do JPMorgan no segundo trimestre sai no dia 13 de julho. As ações de outros bancos também eram afetadas pela nuvem negra que paira sobre o JPMorgan: Citigroup -2,69%; Morgan Stanley -1,58%; Goldman Sachs -1,47%.

Na agenda de indicadores, o número pedidos de auxílio-desemprego recuou 6 mil, para 386 mil, após ajustes sazonais, na semana passada, mais do que a queda estimada por analistas, de 2 mil solicitações, para 385 mil. No entanto, o número da semana anterior foi revisado em alta para 392 mil, dos 387 mil na primeira leitura.

Já o índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) no primeiro trimestre deste ano foi revisado para alta de 2,6%, levemente acima do aumento de 2,4% calculado anteriormente. O núcleo do PCE subiu 2,3% no primeiro trimestre, mais do que os 2,1% da leitura anterior. O PIB dos EUA no primeiro trimestre foi revisado para alta de 1,9%, como era esperado, e bem abaixo do crescimento anual de 3% do quarto trimestre.