NY deve abrir em alta com dados de auxílio-desemprego

Os investidores continuam cautelosos antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no simpósio em Jackson Hole

Nova York – Os índices futuros apontam para uma abertura em baixa das bolsas de Nova York, após os fracos dados sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos e diante das preocupações com a fraqueza da economia da zona do euro. Além disso, os investidores continuam cautelosos antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no simpósio em Jackson Hole, na sexta-feira. Às 10h15 (horário de Brasília), no mercado futuro, Dow Jones caía 0,33%, Nasdaq recuava 0,37% e S&P 500 cedia 0,35%.

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que 374 mil pessoas pediram auxílio-desemprego na semana passada, acima da previsão dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que era de 370 mil. Os gastos com consumo pessoal tiveram a maior alta em cinco meses em julho e a renda pessoal aumentou pelo oitavo mês seguido. Já o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), bem como o núcleo do índice, ficaram estáveis em termos mensais e subiram em termos anuais.

Na agenda do restante do dia, o Federal Reserve de Kansas City publicará o indicador sobre atividade manufatureira nesta quinta-feira. Na Europa mais cedo, a Comissão Europeia informou que o Indicador de Sentimento Econômico da zona do euro caiu para o nível mais baixo em quase três anos. Separadamente, na Alemanha o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu mais do que o esperado.

Entre as ações em destaque, Sears Holdings caía 3,5% no pré-mercado, após a S&P Dow Jones Indices afirmar que a rede de lojas de departamento deixará o índice S&P 500 depois do fechamento dos mercados, em 4 de setembro. Ciena recuava 11% em seguida à publicação de um prejuízo maior do que o previsto em seu terceiro trimestre fiscal. TiVo, que anunciou prejuízo menor do que o esperado no seu segundo trimestre fiscal, subia 3,2%. As informações são da Dow Jones.