Negociação da Xstrata valoriza ações ordinárias da Vale

Em três dias, papéis tiveram alta de 8,44%, acima dos 5,17% das ações preferenciais

As ações ordinárias da Vale do Rio Doce ganharam fôlego na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) depois que veio a mercado a informação de que a brasileira negocia a compra da mineradora anglo-suiça Xstrata. A  notícia foi dada com exclusividade pelo Portal EXAME na última sexta-feira (18/1) e confirmada oficialmente pela Vale na segunda-feira (21/1).

Nos três últimos dias, as ações ordinárias da Vale subiram 8,44% na Bovespa, passando de 46,22 reais no fechamento de segunda-feira para 50,12 reais na última quinta-feira. Já as preferenciais tiveram valorização de 5,17%, finalizando o último pregão a 43,70 reais.

A alta das ações ordinárias – acima da verificada nas ações preferencias -, de acordo com a Ativa Corretora, demonstra o interesse dos investidores pelo negócio, principalmente depois que o governo deu indícios de que não aprovará a compra. Juntas, a BNDESPar e a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, detêm 60,5% de participação na Valepar – controladora da Vale – e, portanto, têm o poder de vetar a operação. “Esse seria o melhor cenário para as ações ordinárias, na medida em que impediria a aquisição e por conseqüência o possível tag along que seria oferecido para as preferenciais no intuito de viabilizar a operação”, afirma a corretora em relatório.

Para concretizar o negócio, a Vale tenta convencer os controladores da Xstrata a aceitar como parte do pagamento as ações preferenciais da companhia. Dessa forma, a mineradora brasileira poderia reduzir o tamanho da dívida necessária para comprar a anglo-suíça e manter seu grau de investimento.