Morgan Stanley recomenda compra de ações da BM&F

Banco projeta alta de 59% para os papéis da bolsa brasileira

O banco de investimentos Morgan Stanley alterou, nesta quinta-feira (17/1), sua recomendação para as ações da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) de neutra para compra. Os papéis da instituição, que estrearam no final do ano passado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), acumulam em 2008 desvalorização de 39%, mas hoje são negociadas em alta, tendo registrado a máxima até o momento de 7,9%, a 16,39 reais. Às 13h15, os papéis eram cotados a 15,48 reais, valorizados em 1,9%.

“A BM&F apresenta grande competitividade, com lucros crescentes e potencial para fusão com outra bolsa brasileira”, destaca o relatório do Morgan Stanley. A instituição projeta um potencial de alta de 59% para os papéis da bolsa brasileira, que voltariam ao patamar de 24 reais.

Quando estreou na Bovespa, em 30 de novembro, as ações da BM&F tiveram seu preço inicial fixado em 20,00 reais, acima do teto previsto pelos coordenadores da operação, que era de 16,50 reais. Apenas no primeiro dia de operação, as ações da Bolsa apresentaram valorização de 22%, chegando a 24,40 reais.

A deterioração do cenário internacional, com agravamento da crise das hipotecas nos Estados Unidos, foi um dos fatores que transformaram as ações da BM&F de geradora de lucros a fonte de prejuízos. Mas, segundo os analistas, outro ponto teve forte influência sobre o preço dos papéis nas últimas semanas: o aumento da cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) como forma de compensação pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

“Os investidores estão receosos do impacto do aumento da CSLL nos resultados das bolsas”, afirma a economista da Corretora Sousa Barros, Ana Paula Martins. Para o analista da Alpes Corretora, Fábio Gouveia, não só a BM&F, mas também a Bovespa, terá de absorver o custo adicional da CSLL, pois as bolsas não têm o espaço que bancos e outras instituições financeiras têm para fazer o repasse a clientes.

Além disso, ainda há a possibilidade de a Bovespa não renovar com a BM&F a negociação de mini contratos de Ibovespa futuro, passando, ela própria, a negociar o produto. “Eventual perda desse contrato terá impacto de 6% nas receitas da BM&F”, diz Ana Paula.

Com informações da Agência Estado.