Metais básicos sobem, puxados por apreciação do euro

Na Comex, o preço do contrato do cobre para maio avançou 0,12%, para US$ 3,3375 por libra-peso

São Paulo – Os preços dos contratos futuros do cobre e dos demais metais básicos subiram, impulsionados pela apreciação do euro em relação ao dólar e pelos indicadores positivos sobre a economia dos EUA.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 74,00, ou 1,00%, para US$ 7.429,00 por tonelada, mas acumulou queda de 4,08% na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o preço do contrato do cobre para maio avançou US$ 0,0040, ou 0,12%, para US$ 3,3375 por libra-peso, com mínima de US$ 3,3190 e máxima de US$ 3,3750 ao longo da sessão. Na semana, porém, o contrato do metal na Comex recuou 4,99%.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 2,50, a US$ 2.229,50 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 16,00, para US$ 2.284,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 54,00, para US$ 2.254,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 950,00, para US$ 26.300,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 100,00, a US$ 18.250,00 por tonelada.

Parte do suporte oferecido aos metais veio do fortalecimento do euro. A moeda europeia subiu em relação ao dólar após o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, ter afirmado que um acordo em relação à Grécia será finalizado “muito em breve, nos próximos dias”. Pouco depois do horário de fechamento do mercado de metais, o euro subia para US$ 1,3291, de US$ 1,3238 na quinta-feira.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano registrou crescimento anualizado de 3,2% no primeiro trimestre, segundo a primeira estimativa do Departamento do Comércio, o que contribuiu para a valorização dos metais básicos. A expansão foi puxada por aumento nos estoques das empresas, que responderam à maior elevação dos gastos com consumo desde o primeiro trimestre de 2007.

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para junho negociado na Comex subiu US$ 11,90, ou 1,02%, para US$ 1.180,70 por onça-troy, com máxima de US$ 1.182,50 e mínima de US$ 1.167,80 durante a sessão. Na semana, o contrato acumulou alta de 2,34%.

Alguns analistas apontaram receios subjacentes com a situação fiscal da Grécia como um dos fatores de suporte para os preços do ouro. “Estamos vendo a característica de ativo seguro do ouro desempenhar um papel importante no movimento de alta”, disse Dave Meger, diretor de negociações com metais da Vision Financial Markets.

Ele afirmou também que a máxima intraday do contrato junho do ouro é a nova máxima de 2010 e que grandes fundos de commodities, orientados por fatores técnicos, estão comprando o metal precioso. “Além disso, temos o dólar fraco hoje”, acrescentou Meger. Isso torna as commodities negociadas na moeda norte-americana mais baratas para investidores que detém outras divisas. As informações são da Dow Jones.