Bolsa: medo do déficit; Petrobras cai 4%…

Medo do déficit

O Ibovespa fechou em queda pelo terceiro dia seguido nesta quinta-feira. O índice caiu 0,83% ainda pressionado pela sinalização de que os Estados Unidos podem subir os juros em breve. Por aqui, preocupa os investidores o déficit primário do país, que aumenta a cada novo cálculo. As últimas estimativas são de que o rombo poderá chegar a 200 bilhões de reais, ante os 96,7 bilhões previstos pelo governo Dilma.

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Minério em baixa

As maiores perdas do Ibovespa foram das ações ligadas ao minério de ferro. As ações preferenciais da mineradora Usiminas caíram 6,9% e as da Metalúrgica Gerdau tiveram queda de 4,6%. Os papéis ordinários da siderúrgica CSN e os preferenciais da siderúrgica Gerdau tiveram queda acima de 4%. Hoje, o minério de ferro despencou 5,8% na China.

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O futuro da Petrobras

As ações ordinárias da Petrobras caíram 4,1% e as ordinárias 3,8% nesta quinta-feira. Na mínima do dia marcado por forte volatilidade no preço do petróleo, os papéis da estatal chegaram a cair 7%. Além disso, investidores esperam uma definição sobre o futuro presidente da estatal. Hoje, o governo convidou o ex-ministro da Casa Civil, Pedro Parente, para assumir a presidência da estatal. Segundo informações da Agência Estado, o executivo aceitará o convite.

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Mais uma

Hoje foi a vez de a varejista Grupo Pão de Açúcar (GPA) dizer que não conseguiu cumprir o prazo para entregar a autoridades americanas os documentos de seu balanço, seguindo o movimento das companhias de energia elétrica Eletrobras e Cemig. A SEC, que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos, havia concedido prazo adicional até 17 de maio para o envio do formulário necessário. A razão do atraso está na subsidiária de comércio eletrônico do grupo, Cnova, que reúne o e-commerce de Casas Bahia, Ponto Frio e Extra. O GPA ainda calcula a extensão dos danos provocados por desvios de mercadorias da empresa no ano passado. Hoje, as ações preferenciais do GPA caíram 0,63%.

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Menos impostos

De janeiro a abril, o recolhimento de impostos e contribuições federais somou 423,9 bilhões de reais. O resultado é o menor valor para o período desde 2010 e representa um recuo de 6,96% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado. A queda foi impulsionada principalmente pelo recuo na arrecadação das contribuições previdenciárias, que refletem o aumento do desemprego dos brasileiros.

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Uma Copa por ano

O Brasil precisa de 7,2 bilhões de dólares (cerca de 25 bilhões de reais) extras por ano para acabar com a pobreza no país até 2030, prazo estabelecido pela ONU para que os governos atinjam a meta. O valor é equivalente ao total que o Tribunal de Contas da União estima ter sido gasto na realização da Copa do Mundo de 2014. Os dados fazem parte de um levantamento inédito da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Brasil precisaria gastar mais 0,3% do PIB todos os anos em medidas sociais para garantir que toda a população tenha uma renda acima de 3,1 dólares por dia — nível que estabelece a fronteira da pobreza, segundo organismos internacionais.