Lucro da Petrobras supera expectativas e ações sobem

Apesar do aumento do risco, corretoras mantêm recomendação de compra para os papéis

O aumento de mais de 80% no preço médio do barril do petróleo e o crescimento na produção de gás e óleo levaram a Petrobras a registrar <a href="http://portalexame.abril.com.br/agencias/reuters/reuters-negocios/detail/2008-08-11-76385.shtml" target="_blank"><strong>lucro líquido</strong></a> recorde de 8,8 bilhões de reais no segundo trimestre, superando as expectativas dos analistas. A notícia animou os investidores, impulsionando as ações nesta terça-feira (12/8) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Às 11h45, os papéis <a href="http://www.investinfo.com.br/abrilexame/Highlights.aspx?acao=PETR4"><strong>(PETR4)</strong></a> eram negociados a 33,51 reais, em alta de 2,47%.</p>

Para a corretora Ágora, as ações estão baratas, mas a forte volatilidade no preço do petróleo no mercado internacional eleva o risco do investimento. Devido à deterioração do cenário econômico, a instituição decidiu rever para baixo o preço-alvo dos papéis, que até então era de 66 reais, representando um potencial de valorização de 101,8% até o final do ano.

Apesar disso, a Ágora, assim como outras corretoras, recomenda a compra dos papéis. O Santander até revisou para cima seu preço-alvo para os papéis da Petrobras negociados nos Estados Unidos, passando de 60 para 80 dólares. Na opinião da instituição, a Petrobras “oferece uma combinação de elementos-chave que falta em outras petrolíferas e é amplamente procurada pelos investidores: novas descobertas, grandes reservas, potencial de crescimento e estrutura para gerar grandes margens com o refino”. O Santander estima que o preço das ações na Bovespa poderá chegar a 76 reais em dezembro – uma valorização de 132% frente ao último fechamento.

A Brascan é mais conservadora em suas projeções e calcula em 65,10 reais o preço da ação no final do ano. A corretora espera um intenso ritmo de crescimento na produção nos próximos, a uma taxa média de 5,5% até 2012, com a reposição das reservas graças às recentes descobertas e a possíveis novos campos na área próxima a Tupi.

As discussões sobre a possível criação de uma nova estatal que retiraria da Petrobras os direitos sobre as jazidas da área de pré-sal, apesar de gerarem muitas dúvidas em investidores e analistas, não apagam a atratividade da petrolífera brasileira. Com novos investimentos, ressalta a Brascan, a companhia deve elevar sua capacidade de produção e reduzir seus custos de operação.

Além disso, a estratégia de internacionalização, com a compra de ativos no exterior, permitirá à empresa “refinar seu petróleo pesado em território estrangeiro e vender derivados nestes mercados com margens maiores”.