Kroton deve ter desempenho superior ao Ibovespa, prevê Votorantim

Em início de cobertura, analistas recomendam a compra dos papéis da companhia

São Paulo – Os papéis da Kroton Educacional devem ter um desempenho superior ao do Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, a partir do próximo ano. A projeção é da equipe de pesquisa da Votorantim Corretora, que iniciou nesta quinta-feira a cobertura das units da companhia (KROT11) com recomendação de compra.

Em relatório, os analistas Luiz Cesta e Marco Richieri atribuíram o preço-alvo de 30 reais para os papéis da empresa até dezembro de 2012, o que representa um potencial de valorização de 71,4% frente à cotação de 17,50 reais observada no fechamento de 30 de agosto.

A projeção de ganho sobre os dividendos para o final do próximo ano ficou em 1,6%, o que resulta em um potencial de retorno total de 73,1% para as units da Kroton. Com isso, a empresa deve ter uma performance superior ao Ibovespa , já que o índice de ações deve apresentar um potencial de retorno total de apenas 17,3% durante os próximos 17 meses, estima a Votorantim Corretora.

Em sua avaliação, os analistas citaram que a companhia tem espaço para ampliar seu crescimento orgânico, além de manter sua estratégia de aquisições de pequenas empresas que já operam no Brasil. “Há mais de 2.000 instituições privadas no setor de educação no Brasil que podem ser consideradas potenciais alvos de aquisição”, destacam Cesta e Richieri.

Eles ainda incorporaram na avaliação os investimentos recentes feitos pela Kroton em educação à distância, “um mercado com uma perspectiva de forte crescimento no Brasil, principalmente por conta da baixa penetração”.

Com a atual estratégia traçada pelos “experientes executivos” da companhia, a Votorantim Corretora espera que a Kroton eleve sua rentabilidade por meio de uma administração centralizada, reduzindo custos e fechando classes com números insuficientes de alunos.

Segundo a Votoratim Corretora, Kroton já identificou diversas iniciativas para melhorar a margem Ebitda (proforma) de 15% para 23% até 2013. “Apesar dos riscos significativos que possam surgir desta estratégia, acreditamos que não seja impossível executá-la, já que outros pares (da Kroton) no Brasil, em especial a Anhanguera Educacional (AEDU3), já tiveram margens superiores a 23%”, destacam Cesta e Richieri.

Entre os principais pontos negativos apontados pelos analistas para a Kroton, destacam-se os riscos de execução de projetos, possíveis alterações nas premissas macroeconômicas, o aumento de preços nas aquisições, além de mudanças governamentais no setor educacional.