Juros recuam com dólar, expectativa com Ibope e exterior

O mercado foi pautado basicamente pelos mesmos fatores que orientaram o câmbio doméstico, com a ajuda dos rendimentos dos Treasuries

São Paulo – Os contratos de juros futuros terminaram a sessão regular da BM&FBovespa em queda nesta terça-feira, 16.

O mercado foi pautado basicamente pelos mesmos fatores que orientaram o câmbio doméstico, com a ajuda dos rendimentos dos Treasuries, que passaram boa parte do dia em declínio.

O DI para janeiro de 2015 (20.120 contratos) fechou em 10,85%, na máxima, no mesmo nível do ajuste de ontem. Com 147.215 contratos, o DI para janeiro de 2016 encerrou em 11,50%, de 11,51% no ajuste da véspera. 

O DI para janeiro de 2017 (294.290 contratos) projetava taxa de 11,60%, de 11,69% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2021 terminou em 11,41%, de 11,58% após ajuste, com 199.600 contratos.

Os juros acompanharam de perto a trajetória do dólar, que fechou em baixa de 0,56%, a R$ 2,329.

Pela manhã, o ritmo de baixa das taxas foi determinado pelas especulações de que a candidata do PSB, Marina Silva, apareceria na pesquisa Ibope mais à frente da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) do que mostraram os recentes levantamentos em um eventual segundo turno.

A pesquisa, encomendada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela Rede Globo, será divulgada esta noite no Jornal Nacional.

À tarde, reforçaram queda, na esteira de comentários do colunista do Wall Street Journal Jon Hilsenrath, especialista em Federal Reserve, durante uma conferência via internet.

Ele disse acreditar que o Fed voltará a reiterar amanhã, quando terminará sua reunião de política monetária, que as taxas de juros vão continuar baixas “por um período de tempo considerável”.

Desde a semana passada, o mercado vinha precificando um comunicado mais “hawkish” do BC norte-americano, indicando que uma alta na taxa dos Fed Funds estaria mais próxima do que o imaginado.

Também favoreceu a devolução de prêmios a informação de que o Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) disponibilizou uma linha de crédito de 500 bilhões de yuans (US$ 81 bilhões) para auxiliar os cinco maiores bancos do país.