Juros iniciam 2015 em alta acompanhando o dólar

A moeda americana se valoriza ante o real, em linha com o comportamento da moeda dos Estados Unidos no exterior

São Paulo – O mercado de juros futuros abriu 2015 de olho no dólar, que se valoriza ante o real, em linha com o comportamento da moeda dos Estados Unidos no exterior.

Os investidores também repercutem a redução da chamada “ração diária” dentro do programa de swaps cambiais do Banco Central para o começo deste ano. Porém, o volume de negócios é muito fraco numa sessão espremida entre o feriado da véspera e o fim de semana.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2015 tinha taxa de 12,230% às 9h32, nivelado ao ajuste da última sessão de 2014, na terça-feira.

O DI para janeiro de 2016 apontava 12,99%, ante 12,96% no ajuste anterior e o DI para janeiro de 2021, 12,38%, na máxima, de 12,30% na terça-feira. No mercado de câmbio, o dólar à vista no balcão subia 1,43%, cotado a R$ 2,6930.

Internamente, na noite do último dia 30, após o encerramento da última sessão de 2014, o BC informou que seu programa de leilões de swap cambial do Banco Central terá continuidade em 2015, até, pelo menos, o dia 31 de março.

Segundo a autoridade monetária, a chamada “ração diária” ao mercado será reduzida à metade, com oferta de US$ 100 milhões de segunda a sexta-feira, ante US$ 200 milhões por dia anteriormente. No exterior, a valorização do dólar era generalizada nesta sexta-feira, 02.

O mercado de juros futuros também se mantém preocupado com os efeitos de reajustes de preços informados nos últimos dias. A energia elétrica, por exemplo, já está mais cara, com a adoção das bandeiras tarifárias vermelhas em todas as regiões do País neste primeiro mês de 2015.

Em relação a transportes, em São Paulo, haverá aumento de 16,67% nas tarifas de trem e metrô, além do acréscimo para os ônibus da capital paulista, ambos a partir de terça-feira (6). Isso sem falar nos cigarros da marca Souza Cruz, que subiram no último dia do ano em todo o Brasil.

Ainda em relação à inflação, a presidente Dilma Rousseff salientou ontem, em seu discurso de posse, que, em todos os anos de seu governo, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta de 6,5% e prometeu que “assim vai continuar”.

Já com relação ao ajuste fiscal, a presidente disse que “vamos fazer, sim, ajustes na economia, mas sem trair nossos compromissos sociais”.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, avaliou que a presidente Dilma buscou o compromisso de todos com o ajuste fiscal, a vigilância sobre a inflação e a necessidade de crescimento econômico.

“O ajuste das contas públicas, o crescimento econômico e a geração de empregos são responsabilidade de todos nós”, afirmou Levy logo depois do encerramento da sessão.

Logo mais, às 10 horas, Levy participa da posse do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. O presidente do BC, Alexandre Tombini, também deve estar presente na solenidade.