Juros futuros têm leve alta, acompanhando os Treasuries

O IGP-M abaixo do esperado na primeira prévia de junho colaborou para que as taxas não se distanciassem muito dos ajustes

São Paulo – Os juros futuros terminaram com leve viés de alta nesta terça-feira, 10, acompanhando o avanço nos yields dos Treasuries.

Com o dólar operando sem direção clara durante toda a sessão, o IGP-M abaixo do esperado na primeira prévia de junho colaborou para que as taxas não se distanciassem muito dos ajustes.

Enquanto isso, a aguardada pesquisa do Ibope sobre a corrida presidencial acabou não sendo divulgada durante o pregão.

Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 (42.110 contratos) marcava 10,82%, de 10,80% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 (66.135 contratos) indicava 11,29%, de 11,25% ontem.

Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (135.655 contratos) apontava 11,56%, de 11,54% na véspera.

E o DI para janeiro de 2021 (39.475 contratos) tinha taxa de 11,94%, ante 11,93% no ajuste anterior. Em Nova York, o yield da T-note de 10 anos estava em 2,633%, de 2,612% no fim da tarde de ontem.

Os yields dos Treasuries subiram após a divulgação de dados melhores do que o esperado nos EUA.

Os estoques no atacado avançaram 1,1% em abril ante maio, acima da previsão de +0,6%, enquanto as vendas também cresceram, com alta de 1,3%.

Já a pesquisa JOLTS mostrou a abertura de 4,455 milhões de postos de trabalho em abril, atingindo o maior nível em sete anos.

Enquanto isso, na manhã de hoje a FGV informou que a primeira prévia do IGP-M de junho caiu 0,64%, ante alta de 0,06% na primeira prévia do mesmo índice de maio.

A taxa ficou abaixo do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam de -0,24% a -0,59%, com mediana de -0,38%.

Ainda do lado da inflação, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,22% na primeira quadrissemana de junho, o que representa um crescimento menor em relação à última leitura de maio, quando apresentou avanço de 0,25%.

Mesmo assim, o resultado ficou perto do teto do intervalo das previsões coletadas pelo AE Projeções, que iam de 0,16% a 0,23% (mediana de 0,20%).