Juros futuros têm alta em reação a resultado do varejo

No conceito restrito, as vendas cresceram 0,9% ante julho, alcançando o teto das estimativas dos analistas

São Paulo – Os juros futuros iniciaram esta terça-feira, 15, em alta, numa primeira resposta aos resultados das vendas do comércio varejista em agosto. No conceito restrito, as vendas cresceram 0,9% ante julho, alcançando o teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,9%).

Além disso, o crescimento do sétimo mês do ano foi revisado em alta, de 1,9% para 2,1%. As vendas no conceito ampliado, por sua vez, ficaram em linha com a mediana das expectativas na margem (+0,60%). Nas comparações interanuais, os dois conceitos mostraram números melhores que o esperado.

A agenda interna também prevê a participação da presidente Dilma Rousseff de eventos em Vitória da Conquista e Salvador (BA). Ontem, ela afirmou que a “inflação ficará na meta pelo 10º ano consecutivo”.

Mas, a despeito dos dados de atividade econômica e da declaração sobre inflação, o mercado segue no aguardo da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) – que sai na quinta-feira – para atualizar suas apostas para a Selic. Até ontem, a curva a termo embutia alta de 0,50 ponto porcentual da Selic no mês que vem e 0,25 pp em janeiro.

Nos Estados Unidos, o otimismo com o avanço nas negociações fiscais sustenta os juros dos Treasuries e isso influencia os negócios no Brasil, especialmente as taxas de longo prazo.

Senadores democratas e republicanos mostraram ontem disposição em elevar o limite de endividamento da administração federal até o dia 7 de fevereiro, o que afastaria o risco imediato de calote. A proposta costurada pelo líder dos democratas no Senado, Harry Reid, e pelo líder da oposição, Mitch McConnell, deve ser apresentada hoje na Casa e ainda terá de passar pela Câmara.

Às 9h34, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 tinha taxa de 9,540%, de 9,533% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 apontava 10,38%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 11,29%, de 11,26% ontem.

O juro da T-note de dez anos, em alta a 2,716%, ajudava a sustentar o trecho longo da curva a termo. Já o dólar à vista no balcão reduzia o avanço para R$ 2,182 (+0,32%).