Juros futuros seguem queda do dólar

Os investidores podem repercutir ainda pesquisa feitas por institutos de menor peso

São Paulo – O dólar abriu o pregão desta quinta-feira, 09, em baixa, direção seguida pelos juros futuros mais longos, com os ativos domésticos tendo como pano de fundo a expectativa pelo posicionamento oficial de Marina Silva, que deve confirmar o apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, e por pesquisas de intenção de voto programadas para esta noite.

Os investidores podem repercutir ainda pesquisa feitas por institutos de menor peso.

No exterior, a moeda norte-americana perde terreno ante as principais rivais, assim como os juros dos Treasuries mais longos recuam.

Por volta das 9h30, na BM&FBovespa, o DI para janeiro de 2017 estava em 11,74%, de 11,77% no ajuste de ontem; e o DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 11,33%, na máxima, de 11,40% no ajuste da véspera.

No mercado de bônus em Nova York, o juro da T-note de 10 anos tinha taxa de 2,293%, de 2,313% no fim da tarde de ontem.

Na quarta-feira, 09, PSB, PSC e PV anunciaram apoio ao tucano, enquanto a Rede Sustentabilidade e o PSOL liberaram o voto de seus eleitores e filiados.

A decisão de Marina deve ser anunciada nesta quinta-feira, mas pode ser adiada, já que ela estaria no aguardo da reunião da coligação dos partidos que a apoiou e gostaria de ouvir a resolução deles antes de se pronunciar.

À noite, as atenções se voltam para a TV, diante da volta da propaganda eleitoral gratuita – também na rádio – e com chance de um maior ataque entre os presidenciáveis.

Antes, no telejornal de maior audiência no País, saem os primeiros números do Ibope/Estadão/TV Globo e do Datafolha sobre a corrida presidencial após a definição desta segunda rodada do pleito.

Há pouco, pesquisa registrada pelo Instituto Veritá mostrou Aécio quase dez pontos porcentuais à frente de Dilma, com 54,8% contra 45,2% dos votos válidos. Entre os votos totais, o tucano tem 42% e a petista, 36,1%. Os indecisos somam 17,4%.

A pesquisa ouviu 5.165 eleitores e foi realizada entre os dias 3 e 8 de outubro. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro é de 1,4 ponto porcentual.

Na agenda doméstica do dia, o IBGE informou que projeta uma safra agrícola de 193,5 milhões de toneladas em 2014.

Se confirmada, será 2,8% superior à colheita do ano passado.

Para a Conab, a produção de grãos na safra 2014/2015 deve alcançar entre 194 milhões e 201,6 milhões de toneladas.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou que o IGP-M caiu 0,07% na primeira prévia de outubro, ante avanço de 0,26% em igual leitura do mesmo índice em setembro.

O resultado ficou perto do piso das estimativas coletadas pelo AE Projeções, que esperavam taxa entre -0,10% e +0,24%, com mediana de +0,05%.

Já no exterior, depois do tom suave (“dovish”) da ata do Federal Reserve divulgada ontem, na qual os dirigentes mostraram-se mais preocupados com a fraqueza do crescimento econômico fora dos Estados Unidos e o impacto disso no país – afastando a ideia de um aumento dos juros norte-americanos no curto prazo – tudo indica que o Banco Central da Inglaterra (BoE) será a primeira autoridade monetária no mundo a iniciar o processo de normalização.

Por ora, o BC inglês decidiu, nesta manhã, em manter a taxa básica de juros e o programa de compra de ativos, conforme esperado.

A agenda norte-americana do dia está dividida entre indicadores econômicos e pronunciamentos de vários dirigentes do Federal Reserve.