Juros futuros fecham perto da estabilidade

Sessão foi marcada pela baixa liquidez, encurtada por causa do jogo da Copa do Mundo e em meio ao feriado do Dia da Independência nos EUA

São Paulo – Os juros futuros terminaram perto da estabilidade nesta sexta-feira, 4, em uma sessão encurtada em função do jogo do Brasil pela Copa do Mundo e marcada pela baixa liquidez, em meio ao feriado do Dia da Independência, que manteve os mercados fechados nos EUA.

O movimento do dólar ante o real, que operou em leve queda durante todo o pregão, acabou sendo um dos poucos drivers.

Agora, os participantes do mercado já se preparam para a próxima semana, que tem na agenda a divulgação do IPCA de junho e a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve.

Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para outubro de 2014 (940 contratos) tinha taxa de 10,790%, ante 10,787% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 (2.935 contratos) apontava 10,76%, de 10,77% na véspera.

Nos trechos intermediário e longo da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2016 (7.440 contratos) marcava 11,09%, ante 11,11%.

O DI para janeiro de 2017 (12.000 contratos) indicava 11,43%, de 11,44%. E o DI para janeiro de 2021 (3.540 contratos) mostrava 11,90%, de 11,91%. Na semana passada, o janeiro 17 estava em 11,50% e o janeiro 21 em 12,00%.

“Não tem volume, não tem negócio. Ficou todo mundo esperando o dia passar”, comenta um operador.

Para Gustavo Godoy, do Banco Daycoval, a próxima semana pode ser mais animada, com a divulgação do IPCA, IGP e ata do Fomc. “Mesmo assim, o feriado de 9 de julho e os reflexos da Copa podem dar uma esfriada nos negócios”, aponta.

Ele explica que o cenário para o mercado de juros já está bem consolidado, com atividade econômica fraca e inflação elevada, por isso as taxas devem continuar oscilando em margens estreitas nas próximas semanas. “O grande X está lá em 2015”, afirma.

Em relação às expectativas com o IPCA de junho, muitos analistas apontam ser bastante provável que a inflação acumulada em 12 meses supere o teto da meta, de 6,5%.

Qualquer alta acima de 0,38%, na margem, faria com que esse importante nível psicológico fosse rompido. Em maio, o IPCA subiu 0,46% ante o mês anterior, o que fez com que o acumulado em 12 meses atingisse 6,37%.