Juros futuros encerram o pregão com leve alta

Comentários dizem que diretor de Política Econômica do Banco Central teria dito que, no entendimento do BC, não há razão para acelerar ritmo de aperto monetário

São Paulo – Os juros futuros encerram o pregão com leve alta, desacelerando os ganhos no meio da tarde, influenciados pelo comportamento do dólar – que zerou sua alta – e com relatos de que o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, teria dito hoje que não há razão para acelerar o ritmo de aperto monetário em função da atual turbulência nos países emergentes.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato de DI para abril (88.375 contratos) de 2014 marcava 10,580%, de 10,590% no ajuste de ontem. A taxa do DI (721.145 contratos) para janeiro de 2015 estava em 11,69%, ante 11,63% no ajuste da véspera.

O DI para janeiro de 2017 (290.865 contratos) apontava 13,00%, de 12,93% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 (40.345 contratos) apontava 13,42%, de 13,31% ontem.

Comentários hoje dão conta de que Hamilton teria dito, em encontro com representantes do mercado financeiro em São Paulo, que no entendimento da autoridade monetária não há razão para acelerar o ritmo de aperto monetário.

Conforme noticiou ontem o Broadcast, economistas de grandes bancos se reuniram nesta quinta-feira em Brasília com a equipe econômica, e uma fonte que participou do encontro confirmou que em nada foi mudado no cenário de juros com o qual o BC vinha trabalhando.

“O quadro econômico dos últimos dias realmente era de alta para as taxas e o mercado vinha nesse ritmo, com certo exagero devido às ordens de ‘stop loss’ que iam sendo desencadeadas a cada novo patamar alcançado pelos juros. Hoje estávamos nesse mesmo ritmo, até que chegou às mesas os comentários que o Hamilton teria feito em encontro com economistas”, afirmou um operador.

Mais cedo, o BC divulgou que o setor público consolidado apresentou superávit primário de R$ 91,306 bilhões em 2013, o que representa 1,90% do PIB.

O valor foi o menor desde 2009, quando o saldo positivo foi de R$ 64,8 bilhões, e o porcentual, o menor da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. Em 2012, houve superávit de R$ 104,951 bilhões (2,39% do PIB).