Juros futuros avançam levados por pesquisa eleitoral

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 (116.855 contratos) marcava 10,87%, de 10,86% no ajuste anterior.

São Paulo – A valorização da divisa norte-americana ante o real, a pesquisa Datafolha, que mostrou a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, mais bem posicionada nas intenções de voto, e o IPCA-15 de setembro, em +0,39%, acima do teto das projeções, impuseram movimento de alta aos juros futuros.

O dólar à vista no mercado de balcão terminou o pregão desta sexta-feira, 19, com ganho de 0,55%, a R$ 2,3780 – maior valor desde 19 de fevereiro. Na semana, a moeda teve valorização de 1,71%.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para janeiro de 2015 (116.855 contratos) marcava 10,87%, de 10,86% no ajuste anterior.

A taxa do DI para janeiro de 2016 (244.685 contratos) indicava 11,69%, de 11,63% na véspera.

O DI para janeiro de 2017 (316.390 contratos) apontava 11,79%, de 11,75% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (210.675 contratos) tinha taxa de 11,56%, de 11,55% ontem.

Os investidores já começaram o dia com os números do Datafolha em mãos. De acordo com o levantamento, subiu para sete pontos porcentuais a vantagem de Dilma, que tem 37% das intenções de voto, contra 30% de Marina no primeiro turno.

Enquanto a presidente oscilou em alta, Marina caiu três pontos porcentuais. O candidato do PSDB, Aécio Neves, também avançou, passando de 15% para 17%.

Em uma simulação de segundo turno, porém, persiste a situação de empate técnico.

Marina ainda lidera, mas a diferença entre as duas, que já foi de dez pontos porcentuais, caiu agora para apenas dois pontos, com o placar de 46% a 44%.

Os juros futuros foram impactados ainda pelo resultado da prévia da inflação oficial.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ficou em 0,39% em setembro, após alta de 0,14% em agosto, acima do teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,25% a 0,38%.

O índice acumula altas de 4,72% no ano e de 6,62% em 12 meses.

Um pouco mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) havia informado que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) mostrou taxa de 0,31% na segunda prévia de setembro, ante 0,26% na primeira prévia deste mês e deflação de 0,35% na segunda prévia de agosto, ficando abaixo da mediana das expectativas, de 0,33%.