Juros ficam perto dos ajustes antes de pesquisas

O depósito interfinanceiro para janeiro de 2016 tinha taxa de 11,86%, de 11,83% no ajuste da véspera

São Paulo – A cautela dos investidores antes da divulgação de pesquisas de intenção de voto reduziram a liquidez no mercado de renda fixa, levando as taxas de juros futuros a terminarem o dia sem direção definida.

No fim do pregão regular na BM&FBovespa, o depósito interfinanceiro para janeiro de 2016 (94.280 contratos) tinha taxa de 11,86%, de 11,83% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2017 (220.075 contratos) registrava taxa de 11,78%, de 11,77%. E o DI para janeiro de 2021 (168.675 contratos) mostrava taxa de 11,36%, ante 11,40%.

Os negócios foram mais uma vez conduzidos pelas expectativas em torno das sondagens Ibope/Estadão/TV Globo e do Datafolha, que serão anunciadas mais tarde, apesar da cautela com a indefinição sobre o posicionamento de Marina Silva no segundo turno das eleições.

O mercado já vinha precificando desde o início da semana a oficialização do apoio de Marina Silva ao candidato tucano. A expectativa era de que isso ocorresse hoje, mas Marina adiou o anúncio de sua decisão.

O candidato a vice-presidência na chapa tucana de Aécio Neves, senador Aloysio Nunes Ferreira, afirmou hoje que sua coligação irá buscar convergências com o conteúdo programático da plataforma de governo da ex-senadora Marina Silva (PSB) no que for possível.

A declaração foi uma resposta à informação de que a ex-senadora não concorda com pontos do programa de Aécio, como a redução da maioridade penal, que é uma das bandeiras defendidas por Aloysio, autor de um projeto neste sentido.

A revista britânica The Economist, que chega às bancas nesta sexta-feira, cita rumor de que uma das estratégias de Aécio para atrair o apoio da ex-ministra no segundo turno pode ser a promessa de um importante e visível cargo: o Ministério de Relações Exteriores.

A publicação diz que, mesmo com o eventual apoio de Marina, o caminho do tucano para derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT) não será fácil.

Entre os indicadores e notícias de destaques do dia no Brasil estavam dados da inflação e um leilão do Tesouro. A primeira prévia do IGP-M de outubro caiu 0,07%, ante avanço de 0,26% na primeira prévia do mesmo índice de setembro.

A taxa ficou perto do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de -0,10% a +0,24%, com mediana de +0,05%. O IPC-Fipe, que mede a inflação da cidade de São Paulo, registrou alta de 0,32% na primeira quadrissemana de outubro, após avanço de 0,21% em setembro.

O Tesouro realizou hoje o tradicional leilão de vendas de títulos públicos. Do total de 7 milhões de LTN ofertadas, foram vendidas 6,861 milhões, e mais 909,95 mil de LFT, quando o total disponibilizado para esse papel era de 1 milhão.