Juros de curto prazo adotam viés de alta após fala de Dilma

Dilma afirmou que "não temos problema em atacar sistematicamente a inflação"

São Paulo – Depois de iniciar a terça-feira, 16, com viés de baixa, em meio à dados de inflação melhores que o esperado, os juros futuros adotaram viés de alta. A inversão ocorreu após discurso da presidente Dilma Rousseff em evento em Belo Horizonte.

Dilma afirmou que “não temos problema em atacar sistematicamente a inflação” e que “não podemos mais deixar a inflação voltar ao Brasil”. A presidente acrescentou que o “combate à inflação será possível num patamar de juro bem menor”. Dilma disse ainda que “não há a menor hipótese nesse ano de o Brasil não crescer”.

Segundo um operador, as declarações, mais firmes quanto à inflação reforçam a perspectiva de que o juro básico da economia será elevado na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que começa neste terça-feira e termina na quarta, 17. Quanto à magnitude, “o mercado está perdido”, disse ele, referindo-se à precificação da alta da Selic na curva a termo.

De acordo com o operador, após a fala da presidente, a curva a termo precificava 42 pontos base de alta do juro básico, ou “100% de alta de 0,25 pp e possibilidade de 0,50 pp”.

Às 11h30, na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2013 projetava taxa de 7,61%, ante 7,62% na máxima e 7,60% no ajuste de segunda-feira.

O DI com vencimento em janeiro de 2014 marcava 8,21%, ante 8,22% na máxima e igual ao ajuste da véspera. O contrato para janeiro de 2015 tinha taxa de 8,66%, ante 9,67% e, entre os contratos com vencimento no longo prazo, o DI com vencimento em janeiro de 2012 apontava 9,23%, ante 9,27% no ajuste anterior.