Juros caem com retração do dólar e pesquisa eleitoral

Juros futuros caíram, pressionados pela forte queda do dólar ante o real, recuo dos yields dos Treasuries e pesquisa eleitoral desfavorável para Dilma Rousseff

São Paulo – Os juros futuros fecharam em queda nesta segunda-feira, 7, pressionados pela forte queda do dólar ante o real, o recuo dos yields dos Treasuries e a pesquisa eleitoral desfavorável para a presidente Dilma Rousseff.

O IGP-DI mais alto em março, apesar de abaixo do que projetava a mediana do mercado, gerou leituras diversas sobre o cenário de inflação no Brasil, mas ainda assim as taxas curtas mantiveram certa divisão das apostas para o encontro de maio do Copom, entre manutenção da Selic ou nova alta de 0,25 ponto porcentual.

No fim da sessão regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2014 (10.010 contratos negociados) ficou em 10,861%, ante 10,857% do ajuste anterior.

Já a taxa do vencimento para janeiro de 2015 (48.005 contratos) marcou 11,05%, ante 11,06% do ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (133.570 contratos) ficou com taxa de 12,30%, ante 12,35%. Já o vencimento para janeiro de 2021 (28.795 contratos) marcou 12,63%, ante 12,75%.

No fim de semana uma pesquisa do Datafolha mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu 6 pontos porcentuais e aparece com 38% das intenções de voto para as eleições de outubro.

Os principais adversários, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), aparecem com 16% e 10%, respectivamente. Mesmo que Dilma não perca a eleição, a percepção dos eleitores é que o recado das urnas vai forçar o governo a adotar uma postura menos intervencionista e mais ortodoxa.

Já o dólar caiu 1,20% hoje e fechou a R$ 2,2170, o menor nível em cinco meses. Enquanto isso, por volta das 16h30 o yield da T-note de 10 anos recuava para 2,698%, de 2,731% no fim da tarde de sexta-feira.

O IGP-DI de março, que subiu 1,48% ante fevereiro, provocou leituras divergentes. Apesar de ter ficado abaixo da mediana das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (+1,63%), o resultado foi o maior desde julho de 2012.