Juros abrem em queda com IBC-Br abaixo do previsto

A antecipação do PIB calculada pelo Banco Central, o IBC-Br, apontou queda de 1,4% em maio, ante o mês anterior, enquanto o mercado esperava um recuo 1,0%

São Paulo – Os juros futuros iniciaram o último pregão da semana em leve queda, reagindo ao número pior do que o esperado da atividade econômica brasileira. A antecipação do PIB calculada pelo Banco Central, o IBC-Br, apontou queda de 1,4% em maio, ante o mês anterior, enquanto o mercado esperava um recuo 1,0%.

Às 9h28, o contrato de DI futuro para janeiro de 2014 era negociado a 8,77%, na mínima do dia, de 8,79% no ajuste de ontem, enquanto o DI para janeiro de 2015 recuava para 9,56%, na máxima do dia, de 9,59% ontem.

A queda das taxas só não é mais acentuada por causa do avanço do dólar, que registra alta de 0,22% ante o real, cotado a R$ 2,2630.

O IBC-Br vem na sequência de uma baixa de 2,0% na produção industrial e de estabilidade nas vendas do varejo, ambos em maio. Além disso, os índices de confiança de junho apontam para um segundo trimestre bastante fraco, comprometendo a recuperação econômica do País.

Na quinta-feira, 11, o mercado já havia reagido em baixa aos números do varejo, mas pouco mexeu nas apostas, na sequência da confirmação por parte do Comitê de Política Monetária (Copom) de uma alta da Selic em 0,50 ponto porcentual, na quarta-feira, repetindo o mesmo comunicado que acompanhou a decisão de maio.

Além disso, ontem o Banco Central deu mais um claro sinal da sua insatisfação com o atual patamar do dólar. O BC alterou o requerimento de capital para exposição dos bancos à variação cambial para facilita a captação de recursos em subsidiárias de instituições financeiras no exterior e também a transferência do dinheiro à matriz no Brasil.

Mas ainda não está claro qual será o impacto da valorização do dólar na inflação. Na manhã de hoje, a moeda norte-americana avança em relação a praticamente todas as divisas, com a perspectiva de que a economia chinesa cresça menos do que o esperado e de que os Estados Unidos mantenha por algum tempo a política monetária acomodatícia.