Jefferies vê potencial de 200% em empresa que explora petróleo na Amazônia

Banco de investimentos americano vê os papéis da brasileira HRT muito subavaliados

São Paulo – As ações da HRT Petróleo (HRTP3) estão muito subavaliadas pelo mercado, analisa o banco de investimentos americano Jefferies em um relatório publicado nesta quarta-feira.

A empresa brasileira, que possui direitos de exploração na bacia do Solimões, na Amazônia, e na Namíbia (África), ainda está em fase pré-operacional, o que afasta muitos investidores.

Em mais um passo com o objetivo de extrair o primeiro óleo, a companhia liderada por Márcio Mello vendeu na semana passada 45% da participação nos blocos no Solimões à anglo-russa TNK.

Exploração

O valor foi fechado em 1 bilhão de dólares e envolve 21 blocos da bacia. A brasileira terá, ainda, direito a pagamentos adicionais, como o reembolso de custos passados e pagamentos futuros de 0,73 dólares por barril de petróleo, para cada barril acima de 500 milhões de barris de óleo equivalente.

As analistas Subash Chandra e Yiktat Fung, da Jefferies, veem o valor da operação como baixo, mas que alivia as necessidades de financiamento para a exploração na área.


“O 1 bilhão de dólares é pouco comparado aos 5,3 bilhões de dólares que avaliamos para os recursos prospectivos e contingentes no Solimões, baseado em um valor de 5,50 dólares por barril”, explica.

200%

Apesar disso, mesmo com o uso do preço de 1 bilhão de dólares para os 45% de participação na área para a análise, cada ação da HRT teria um valor de 1.500 reais. Atualmente, cada papel da empresa é negociado a aproximadamente 830 reais.

“Ademais, a transação elimina a necessidade de levantar capital para o desenvolvimento da outra parte da concessão do Solimões, o que certamente resultaria na necessidade de acessar o mercado de ações”, explicam.

O preço-alvo estimado por elas é de 2.500 reais, ou seja, cerca de 200% acima do patamar negociado atualmente. A recomendação é de compra.