Japão pressiona bolsas, mas siderurgia ampara Bovespa

São Paulo – As bolsas de valores globais recuaram nesta segunda-feira, em meio ao temor de que o desastre no Japão possa brecar a recuperação econômica mundial.

Mas a Bovespa avançou amparada pelo setor siderúrgico.

Não bastasse a destruição provocada pelo terremoto e pela tsunami de sexta-feira –que varreram cidades no nordeste do país e podem ter matado ao menos 10 mil pessoas–, as autoridades correm agora para evitar um acidente nuclear.

Engenheiros tentavam evitar problemas no complexo de Fukushima Daiichi, em que três reatores enfrentam risco de superaquecimento, no que poderia ser o pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986.

Pouco após o fechamento dos mercados, testemunhas relataram um novo tremor de magnitude 4,1, que sacudiu prédios ao redor da capital japonesa. Não há, contudo, risco de tsunami.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio <.N225> despencou 6,2 por cento, maior queda desde outubro de 2008. O movimento ocorreu mesmo após o banco central japonês dobrar as compras de ativos para 10 trilhões de ienes (122 bilhões de dólares) e manter a taxa básica de juro na faixa de zero a 0,1 por cento.

O índice de ações europeu FTSEurofirst 300 <.FTEU3> fechou no menor patamar em três meses.

Já a Bovespa teve suporte na alta de Usiminas , em meio a comentários de que a companhia está envolvida em negociações para fusão, mesmo após os principais acionistas da empresa anunciarem, em fevereiro, a assinatura de um acordo de estabilidade até 2031 [ID:nN18234156].

Na ponta de baixo, Cyrela despencou mais de 6 por cento, após a empresa reduzir, na sexta-feira, suas estimativas de lançamentos e de vendas para 2011 e 2012.

O dólar caiu ante o real, acompanhando a oscilação da moeda no exterior <.DXY>. A divisa norte-americana retrocedia ante o euro –após autoridades europeias concordarem em aumentar um fundo de resgate– e o iene , com expectativa de forte repatriação de recursos após o terremoto no Japão.

De volta ao Brasil, os juros futuros mantiveram viés de queda. Pela manhã, o relatório Focus do Banco Central mostrou aumento a 5,82 por cento na expectativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano [ID:nN14156546].

Veja a variação dos principais mercados nesta x-feira: CÂMBIO O dólar terminou a 1,662 real, em queda de 0,24 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA <.BVSP> O Ibovespa subiu 0,73 por cento, para 67.169 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 5,04 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20> O índice dos principais ADRs brasileiros avançou 1,25 por cento, a 36.224 pontos.

JUROS <0#2DIJ:> No call das 16h, o DI janeiro de 2012 apontava 12,32 por cento ao ano, ante 12,35 por cento no ajuste anterior.

EURO A moeda comum europeia era cotada a 1,3994 dólar, ante 1,3907 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40 O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia a 134,750 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 2,616 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ> O risco Brasil tinha estabilidade a 171 pontos-básicos. O EMBI+ subia 1 ponto, a 264 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA O índice Dow Jones <.DJI> caiu 0,43 por cento, a 11.993 pontos; o S&P 500 <.SPX> recuou 0,60 por cento, a 1.296 pontos, e o Nasdaq <.IXIC> perdeu 0,54 por cento, a 2.700 pontos.

PETRÓLEO Na Nymex, o contrato de petróleo de vencimento mais próximo teve variação positiva de 0,03 dólar, ou 0,03 por cento, a 101,19 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 3,3673 por cento ante 3,402 por cento no fechamento anterior.