Itaú BBA tem 4 motivos para apostar nas ações da Cemig

Recomendação é feita com base em análise fundamentalista e técnica

São Paulo – A equipe do Itaú BBA identificou uma oportunidade de investimentos nas ações da Cemig (CMIG4), mostra um relatório publicado nesta semana. A recomendação de investimentos foi feita com base na avaliação fundamentalista e técnica das ações da geradora de energia elétrica do estado de Minas Gerais.

“Reforçamos a recomendação para as ações da empresa e acreditamos que a recente queda nos últimos dois pregões (-4,5%) deve ser considerada como uma oportunidade de compra”, ressaltam os analistas Lucas Tambelini, Cida Souza, Marcello Rossi e Fabio Perina, que assinam o documento. No ano, os papéis têm alta de 41%.

A recomendação é de compra e o preço-alvo de 48 reais para dezembro sugere um potencial de valorização de 33%. Eles apontam 4 motivos para comprar as ações:

1º – A melhor no setor

Os analistas esperam que a empresa apresente um resultado com um crescimento robusto de 24,9% da receita na comparação com o mesmo período do ano passado. Os números do primeiro trimestre do ano serão conhecidos no próximo dia 14 de maio.

“Também esperamos que a mesma anuncie estimativas ainda mais otimistas no que se refere ao crescimento do EBTIDA e redução de custos no evento Cemig Day a ser realizado no dia 28 de maio o que poderia abrir espaço para uma revisão ainda mais otimista das estimativas”, destacam.

2ª – Valor atrativo

Para o Itaú BBA, o potencial de valorização projetado ganha mais corpo com a projeção de um pagamento de dividendos de 12,3% para 2012. Com isso, o potencial de retorno absoluto é “altamente atraente através de um veículo considerado defensivo e com fluxo de notícias positivo no curto prazo”, afirmam.


3º – IPO da Taesa

Segundo os analistas, a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) poderia destravar valor para a companhia e precificar melhor o ativo. A Cemig disse recentemente que espera arrecadar entre 1,5 bilhão e 2 bilhões de reais com a operação. 

Outra notícia que funcionaria como um impulso às ações seria a negociação com o governo de Minas Gerais em relação ao pagamento do CRC (Conta de Resultados a Compensar). O instrumento foi criado em 1992 com o objetivo de ressarcir as concessionárias pela desindexação das tarifas em relação à inflação.

4º – Análise técnica

Segundo o relatório, a ação está em uma tendência de alta no curto prazo e o primeiro objetivo está no preço de 39,70 reais, sendo os próximos 41,50 reais e 45 reais. Do lado da baixa, um suporte importante para o papel está 34,55 reais, diz o banco. A ação terminou a quinta-feira negociada a 36,02 reais.

Riscos

Para os analistas, uma deterioração maior no cenário macroeconômico externo poderia penalizar o mercado acionário, “até mesmo as ações mais defensivas como as elétricas”. Além disso, uma revisão tarifária pior do que o consenso em abril do ano que vem pode atrapalhar o desempenho.