IPO de produtora de software Linx pode levantar R$528 mi

Oferta pública inicial de ações da empresa paulista Linx marca a primeira operação do tipo neste ano

São Paulo – A oferta pública inicial de ações da empresa paulista de software para varejistas Linx pode levantar até 527,85 milhões de reais, conforme prospecto divulgado nesta sexta-feira, que marca a primeira operação do tipo neste ano. A fixação do preço dos papéis está marcada para fevereiro.

A empresa, que se apresenta como líder no fornecimento de soluções de software para o setor varejista no Brasil, havia entrado com pedido de registro de companhia aberta e realização do IPO no início de dezembro . Após a abertura do capital, a Lynx deverá se juntar à Totvs no segmento de programas e serviços de tecnologia da informação na Bovespa.

Com 29 por cento de participação de mercado, a Linx teve receita líquida de 185 milhões de reais em 2011, enquanto o resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, depreciação, amortização, juros, na sigla em inglês) das operações continuadas foi de 56 milhões no período.

A companhia informou em dezembro que pretende destinar os recursos obtidos com a oferta primária a novas aquisições e capital de giro.

A operação envolve emissão inicial de 17 milhões de ações ordinárias, sendo 11,05 milhões em oferta primária (venda de ações novas) e 5,95 milhões em secundária (papéis detidos pelo BNDES Participações, um dos atuais acionistas).

Se considerado o teto da faixa indicativa de preço por ação, de 23 a 27 reais, a oferta resultaria em 459 milhões de reais. Mas a operação pode ser acrescida ainda de lote suplementar de até 2,55 milhões de papéis que, se vendido integralmente, elevaria o montante a 527,85 milhões.

O período de reserva ocorre de 28 de janeiro a 5 de fevereiro, com a fixação do preço por ação prevista para 6 de fevereiro. As ações da Linx devem começar a ser negociadas na Bovespa em 8 de fevereiro, sob o código LINX3. A oferta está sendo coordenada por Credit Suisse (líder), Morgan Stanley, BTG Pactual e Itaú BBA.