IPO da JBS; Itaú liberado…

IPO da JBS?

O frigorífico JBS informou que vai apresentar os fluxos de caixa de 2015 e de 2016 para continuidade do processo de abertura do capital da subsidiária JBS Foods International nos Estados Unidos. A notícia foi suficiente para impulsionar as ações da companhia, maior alta do dia no Ibovespa, 1,72%. As ações subiram apesar da continuidade da prisão do médico veterinário Flavio Evers Cassou, decretada no sábado. O funcionário, que segundo a PF é executivo da JBS, é investigado por “entregar dinheiro” a fiscais do ministério da Agricultura. A JBS esclareceu no domingo que Cassou não é executivo da companhia, mas um funcionário cedido ao ministério e que atualmente está com seu contrato de trabalho suspenso.

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Otimismo na Petrobras

As ações da Petrobras subiram 1,56% nos papéis preferenciais e 1,43% nos ordinários. A alta foi motivada principalmente por duas boas notícias. A primeira foi o aumento nos preços dos contratos futuros da commodity, que tiveram a quinta alta consecutiva — os do tipo WTI subiram 1,55%; e os do tipo Brent, 1,28%. A segunda notícia veio da agência de classificação internacional Moody’s, que elevou o grau da petroleira de B2 para B1. A Moody’s também elevou a classificação da nota de estável para positiva, o que significa que as avaliações da Petrobras podem continuar a subir nos próximos meses.

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Dia morno na bolsa

Em um pregão com baixos negócios, o Ibovespa fechou praticamente estável, com alta de 0,09% e 64.649 pontos. Os investidores estão cautelosos com o desenrolar da legislação da Previdência em uma semana mais curta, em virtude do feriado de Sexta-Feira Santa. Destaque de alta para a varejista Lojas Renner, de 1,59%, e para a empreiteira Cyrela, de 1,69%. A maior queda do dia foi da siderúrgica CSN, de 2,86%, motivada por relatório do banco BTG Pactual, que tem visão negativa sobre a siderúrgica e sua estrutura de capital e pagamento de dívidas. As ações da Vale oscilaram e fecharam o dia cotadas com alta de 0,11% nos papéis preferenciais e queda de 0,41% nos ordinários. O dólar recuou 0,36%, cotado em 3,139 reais.

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Itaú liberado, por ora

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu por cinco votos a três que o banco Itaú não tem de pagar 25 bilhões de reais em tributos à Receita Federal por problemas relativos à fusão do Itaú com o Unibanco. A maior parte dos conselheiros do Carf entendeu que a estrutura societária utilizada em 2008, na época da fusão, era legal. A Procuradoria-Geral da Fazenda informou que vai recorrer à Câmara Superior, instância final do Carf, para tentar reverter a decisão. A cobrança de tributos sobre a fusão do Itaú com o Unibanco é o processo de maior valor que tramita no Carf. As ações do Itaú fecharam praticamente estáveis, com recuo de 0,03%.

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Mercosul + União Europeia

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve ser anunciado em dezembro, segundo o ministro Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Para ele, a data é de interesse das duas partes e os europeus querem acelerar as negociações em razão da saída do Reino Unido do bloco europeu. O principal impasse, ainda segundo Pereira, está ligado a um pedido do governo brasileiro para que se aumente a cota de carne bovina e de etanol — os ministros da França e da Irlanda estão resistentes, principalmente diante da eleição francesa, que torna o assunto muito sensível.