Investidores globais aumentam exposição a ações em novembro

Apesar de preocupações em relação a situação na Europa, maior parte dos investidores continua otimista

Londres - Os investidores globais aumentaram a exposição a ações em novembro, apesar da fraqueza apresentada por muitas bolsas. Ao mesmo tempo, gestores nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha se afastaram de bônus da zona do euro, envoltos em uma crise.</p>

Uma pesquisa com 55 casas nos EUA, Japão, Grã-Bretanha e Europa Continental mostrou que a intenção de investir em ações continua até o final do ano.

O índice global de ações medido pelo MSCI <.MIWD00000PUS>, no entanto, acumula queda de quase 6 por cento em relação à máxima atingida neste mês.

Parte da razão para a queda é a preocupação com os bônus governamentais da zona do euro. O mercado teme que a ajuda à Irlanda não seja suficiente para evitar que a crise se espalhe para outros países, como Portugal e Espanha.

Segundo a pesquisa, os investidores estão divididos sobre a dívida da zona do euro, com os anglo-saxões (EUA e Grã-Bretanha) reduzindo fortemente sua exposição e outros gestores aumentando as compras desses papéis.

A Grã-Bretanha abriga os mais pessimistas, com uma queda da exposição média a títulos da zona do euro a 7,9 por cento da carteira multimercados, ante 10,7 por cento no mês anterior.

“O próximo ano terá mais surpresas desagradáveis. O sistema bancário da Europa ainda tem questões graves e dívidas de má qualidade para dar baixa”, disse Jeremy Beckwith, vice-presidente de investimentos do fundo de gestão de riquezas Kleinwort Benson.

De modo geral, porém, os investidores parecem ter mantido um humor relativamente otimista, tanto por causa do programa de compra de ativos anunciado pelo Federal Reserve quanto pelos sinais de recuperação da economia global.

Os gestores aumentaram a exposição a ações a 53,2 por cento, maior nível desde março, ante 52,7 por cento em outubro. A parcela de bônus caiu a 34,2 por cento, de 34,6 por cento em outubro, e o montante em dinheiro recuou a 4,6 por cento, de 5,0 por cento no mês anterior.