Bovespa supera 61 mil pontos, influenciado por FMI

As ações do setor de petróleo e gás eram as que mais contribuem para manter a alta desta sessão

São Paulo – A Bovespa operava em leve alta nesta quarta-feira, dando continuidade aos ganhos da véspera após a notícia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) pode aumentar os empréstimos para a União Europeia.

Às 12h42, o Ibovespa tinha alta de 0,7 por cento, a 61.072 pontos. O giro financeiro era de 1,4 bilhão de reais. Nos mercados externos o comportamento negativo.

Na Europa, o índice FTSEurofirst caía 0,42 por cento. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones da Bolsa Nova York subia 0,1 por cento.

“Com dia de agenda cheia pela frente, os mercados trabalhavam próximos à estabilidade na manhã desta quarta-feira”, comentou a H.Commcor, em relatório, lembrando da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros e a reunião da Grécia com seus credores.

Porém, a instituição lembrou que essa cautela dos investidores deu espaço a um otimismo após a notícia de que o que o FMI está buscando uma expansão de 1 trilhão de dólares na sua capacidade de empréstimo para combater a crise europeia.

Na Grécia, credores privados internacionais representados pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) estão dispostos a se reunir com o governo à tarde.

No Ibovespa, as ações do setor de petróleo e gás eram as que mais contribuíam para manter a alta desta sessão.

A preferencial da Petrobras avançava 2,1 por cento, a 24,29 reais, enquanto OGX tinha ganhos de 2,8 por cento, a 15,69 reais. Também entre as blue chips, a preferencial da Vale subia 0,9 por cento, a 41,27 reais. As financeiras Redercard, com alta de 2,9 por cento, e Cielo, com ganhos de 2 por cento, também contribuíam para os ganhos do índice.

Na outra ponta, as construtoras tinham a maior influência negativa, com Cyrela caindo 1,3 por cento. Brookfield perdia 0,7 por cento, a 5,63 reais. CCR recuava 1,5 por cento, a 11,47 reais, após a companhia ser sido batida pela Ecorodovias, que venceu o leilão de concessão do trecho da rodovida capixaba BR-101. Esta, por sua vez, desabava 5,9 por cento.