Ibovespa avança com melhora externa e noticiário político

O principal índice da Bovespa avançava nos primeiros negócios desta terça-feira

São Paulo – O principal índice da Bovespa avançava na manhã desta terça-feira, beneficiado pela melhora no cenário externo e por desdobramentos no cenário político apontando prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Às 11:15, o Ibovespa subia 2,09%, a 52.055 pontos.

O volume financeiro era de 1,57 bilhão de reais.

Os preços do minério de ferro voltaram a cair na China, mas o petróleo mostrava recuperação, ajudando também Wall Street, onde o índice S&P 500 subia 0,74%.

Do panorama político local, a expectativa é de que a votação sobre a abertura do processo de impeachment de Dilma no Senado comece na quarta-feira, mas, uma vez que o mercado vê como praticamente certo seu afastamento, as atenções seguem para as futuras ações do vice Michel Temer.

No radar nesta sessão estavam notícias de redução de ministérios, que corroboravam a visão de investidores de que, de maneira geral, as sinalizações referentes a um governo Temer seguem positivas para os fundamentos do país a longo prazo.

Destaques

BRF saltava 6%, diante da possibilidade de a norte-americana Tyson Foods estar interessada na companhia brasileira, após reportagem do jornal Valor Econômico dizer que executivos da Tyson visitaram há cerca de um mês fábricas da BRF no Brasil.

PETROBRAS tinha as preferenciais em alta de 4,11%, apoiada pelo avanço dos preços do petróleo e expectativas políticas.

ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO subiam mais de 3% cada, na esteira da melhora do humor no mercado brasileiro como um todo e acompanhando o avanço de seus pares no exterior, dando um suporte relevante ao Ibovespa devido a seus pesos significativos na composição do índice.

VALE subia 1,94%, recuperando-se de perdas recentes a despeito do declínio do minério de ferro na China, em movimento que era acompanhado por papéis de siderúrgicas, com USIMINAS ganhando 5,19%.

BB SEGURIDADE cedia 0,33%, após divulgar lucro quase estável no primeiro trimestre em relação a igual período do ano anterior, corroborando preocupação de que não irá atingir sua meta de crescimento do lucro para 2016.

SUZANO PAPEL E CELULOSE caía 0,42%, afetada pelo recuo do dólar ante o real, mesmo após notícias de alta semanal de preços de celulose na China.

Matéria atualizada às 11h57